Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 06/04/2020
No filme “Vírus”, lançado no de 2009, a população mundial é afetada por um vírus que se alastra rapidamente, matando milhares de pessoas e tornando os locais de todos os países inóspitos. Saindo da ficção e entrando na realidade, em pleno século XXI, o mundo vivencia, de maneira semelhante, uma pandemia causada pelo novo coronavírus, que traz inúmeros desafios relacionados à histeria coletiva. Dessa forma, é válido analisar fatores que ajudam no surgimento de epidemias, assim como os impactos econômicos e seus respectivos desafios para as relações humanas.
É fundamental, em primeira análise, perceber que fatores, como a falta de saneamento básico e as frequentes mudanças climáticas, são algumas das causas que motivam o surgimento de novas epidemias. Isso ocorre porque doenças transmitidas por vetores, por exemplo, estão diretamente vinculadas com as diversas mudanças na temperatura do planeta e com as condições sanitárias do local. Para corroborar tal fato, informações contidas no site do Mundo da Educação afirmam que diversas infecções podem ser transmitidas pela ingestão de alimentos contaminados, como a cólera, que não foram devidamente higienizados.
Em segunda análise, é de suma importância ressaltar os efeitos do surto da epidemia contemporânea na economia, como a queda nas ações de empresas, e nas relações humanas, levando a sociedade a uma histeria coletiva. Tal questão pode ser justificada pela estagnação das empresas e dos comércios que, de maneira geral, não são favorecidas pela permanência das pessoas em casa como medida de prevenção. Como resultado disso, as ações das empresas norte-americanas perderam quase 12% do seu valor, sendo a pior semana para o mercado americano desde a crise 2008, conforme a revista Time. Além disso, é significante destacar a mudança nos comportamentos e nas relações sociais entre os indivíduos, causadas pelo medo e pela insegurança. Segundo a OMS, em diferentes partes do mundo, as pessoas optam por evitar locais públicos, à medida que os casos de pessoas infectadas e as mortes aumentam.
Logo, para dar conta dessa nova realidade é fundamental a participação das autoridades públicas no que se refere às melhorias no saneamento básico, investindo de maneira mais precisa nas condições sanitárias e alertando a população dos riscos de contaminação, por meio de campanhas educativas propagadas nos principais meios de comunicação, a fim de evitar novos surtos epidêmicos e de conscientizar a população quanto à higienização de um modo geral.