Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 07/04/2020
As epidemias ocorrem quando o número de casos de uma doença extrapola, em curto intervalo de tempo, o esperado numa região. Tal fato ao ser abordado pela mídia de forma irresponsável pode ocasionar pânico na população e contribuir para a progressão de surtos psicóticos mais conhecidos como histeria coletiva. Desse modo, é perceptível que esse fenômeno provoque sérios problemas como a dificuldade de distinção entre casos relacionados a doença epidêmica e a psicose, e o aumento de disseminação de informações não verídicas.
A priori, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, a identificação dos fatores de riscos, individuais ou coletivos, que participam na ocorrência de doença na população é a base para o desenvolvimento de intervenções voltadas para a promoção da saúde e a prevenção e controle de doenças. Tal contexto refere-se ao processo inicial de manifestação contra epidemias pelo fato de serem necessários estudos das relações do causador de doenças com o hospedeiro, ou seja, o ser humano. Isso auxilia na distinção dos infectados daqueles que sofrem com distúrbios psicossomáticos causados pelo estresse excessivo e pânico decorridos do bombardeamento de informações alarmantes. Dessa forma, o processo de identificação e análise dos casos tem que ser cauteloso para que a doença seja erradicada com eficiência e os distúrbios sejam tratados com proficiência.
Além disso, a Era da Informação, período que veio após a era industrial estabeleceu a dinamização dos fluxos informacionais pelo mundo. Devido a isso, o conhecimento sobre assuntos recentes é reconhecido rapidamente pela população e isso pode ser considerado um problema quando a informação transposta é falsa. Tal processo prejudica a compreensão de fatos e ocorrências no país, que durante uma epidemia é extremamente nocivo à sociedade. Por conta disso, as pressões sociais ou emocionais simplesmente se tornam demais para uma comunidade lidar e isso leva a uma onda de ansiedade generalizada capaz de transformar pessoas saudáveis em possíveis histéricos, além de contribuir para o caos já acometido pela epidemia. Dessa maneira, a procura por informações confiáveis é necessária.
Portanto, em casos de epidemias em uma região é preciso maior conhecimento sobre o assunto e a disseminação de informações corretas. Visto isso, é necessário que o Ministério da Saúde procure maneiras mais eficazes e menos alarmantes para informar a população por intermédio de plataformas digitais e que nelas a linguagem estabelecida seja suave a fim de não alarmar a comunidade, além disso a mídia pode usufruir de suas ferramentas para produzir meios de denúncias nas redes sociais para que as informações falsas sejam contidas e não disseminadas.