Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

Atualmente, o mundo passa por uma pandemia do vírus Covid-19 que obrigou diversos estados nacionais a tomarem medidas de isolamento social e isso assustou a população. Diante disso, permite-se refletir sobre como as epidemias contemporâneas apresentam impactos relacionados á histerias coletivas. Nesse contexto, convém analisarmos o papel da mídia sensacionalista e as noticias falsas  que instigam a histeria coletiva diante dos problemas saúde do Brasil.

Em primeira análise, compreende-se que o Estado se mostra negligente ao permitir o sensacionalismo da mídia ao passar as informações de forma pouco consciente para a sociedade. Isso porque as notícias espetáculos são elaboradas para um aumento de audiência e retorno financeiro, onde o objetivo principal não é informar as pessoas mas sim sensacionalizar a noticia, puxando a todo instante dados sobre o tema e com isso prende a atenção das pessoas, que com medo daquilo que está sendo informado veem a necessidade de continuar a consumir aquele conteúdo para se manter informado Nota-se então, que o poder público não tem garantido o bem-estar de toda a população, ocasionando assim, a ruptura do contrato social teorizado por John Locke.

Em segunda análise, esse estado de choque da população que é estimulado pela mídia leva as pessoas a acreditarem em noticiais falsas e propagarem desinformação para a comunidade. Outrossim,  essas noticia falsas aliadas a uma mídia mal intencionada manipulam o comportamento dos indivíduos inseguros levando-os a um estado de extrema emotividade.

Em suma, para garantir a eficiência do contrato social é necessário exigir do Estado, mediante debates em audiências publicas medidas mais efetivas diante dos problemas de saúde pública no país. Desse modo, o Ministério da Saúde deve investir em campanhas educativas, com uma linguagem direta ao público e que procure por meio dessas publicidades educar a população a respeito das eventuais epidemias, essas campanhas precisam ser vinculadas por meio de comerciais nas rádios, canais televisivos e redes sociais. Espera-se com isso, diminuir a histeria coletiva causada pelas epidemias contemporâneas.