Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 10/04/2020
Durante a Idade Média, houve uma disseminação catastrófica da peste negra, fato que vitimou um terço de vidas europeias da época. Na contemporaneidade, epidemias ainda assustam as sociedades, fato que carrega desafios relacionados à histeria coletiva. Esses desafios se relacionam à imprudência no aumento abusivo de preços de artigos farmacêuticos preventivos, por parte de empresas responsáveis, como também ao temor social frente a uma possível incapacidade do Sistema de Saúde de circundar situações epidêmicas.
De antemão, percebe-se que a histeria coletiva, causada pelas epidemias contemporâneas, carregam desafios baseados na supervalorização de preços de artigos preventivos por parte da indústria farmacêutica. Nessa ótica, relaciona-se, facilmente, a isso a teoria do escritor Franz Kafka, a qual representa uma crítica à sociedade capitalista com a afirmação de que o desejo lucrativo passa por cima de qualquer que seja a situação. Nesse contexto, forma-se uma afirmativa de que o egocentrismo do lucro dessas empresas do ramo de farmácias se aproveita do desespero massivo para seu bem individual, o que deixa evidente que o abandono da empatia, mediante ao interesse monetário, rege, durante tais surtos epidêmicos, a economia.
Além disso, infere-se que outro desafio trazido pela histeria coletiva pautada nas epidemias contemporâneas é o temor grupal relacionado a uma possível incapacidade do Sistema de Saúde no contorno de tais situações caóticas. Nesse âmbito, relaciona-se a esse fato a notícia do jornal “Diário de Pernambuco”, a qual carregou a afirmativa de que o Governo da capital pernambucana fez um desembolso de cento e oitenta milhões de reais na compra de leitos para o tratamento de casos de corona vírus, em 2020. Nessa perspectiva, fica evidente que a sociedade torna-se refém do depósito de confiança exclusiva nas ações governamentais para a superação desses impasses epidêmicos, o que comprova um desespero focado na incerteza e na impotência no tocante a atitudes individuais.
Portanto, para que os desafios trazidos pela histeria coletiva relacionado às epidemias contemporâneas sejam circundados, cabe ao Governo federal impor rígidas punições à supervalorização abusiva de preços de produtos farmacêuticos, impondo medidas de fechamento e multa a essas empresas imprudentes. Também, cabe ao Ministério da Saúde amenizar o desespero grupal, por meio de comerciais televisivos que exponham as ações e expectativas tomadas para findar o caos infeccioso. Essas ações são essenciais para que o egocentrismo lucrativo e sentimentos histéricos sejam combatidos em tempos epidêmicos.