Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 07/04/2020

Em 2009, o vírus “H1N1”, causador da conhecida “gripe suína”, surgiu, inicialmente, no México e se alastrou por diversos países, infectando  e matando milhares de pessoas. Analogamente, no período atual, também vive-se uma epidemia, a qual está sendo causada pelo “corona vírus”, iniciou-se na China e já se dimensiona como uma pandemia, deixando grande parte da sociedade em isolamento social. Esse fato pode acarretar, por vezes, uma histeria coletiva referente ao medo de ser contaminado e, também, pela ausência da comum mobilidade urbana.

Em primeira análise, com o advento da pandemia e o consequente isolamento social, as populações, amedrontadas e histéricas com a situação, começaram a se aglomerar nos mercados e farmácias. De acordo com o G1, as empresas que estão mantendo seu faturamento são as de produtos de higiene hospitalar, pois as populações estão estocando alimentos e comprando, demasiadamente, produtos de uso prioritariamente hospitalar, como máscaras e álcool gel, o que acarretou a ausência desses produtos nos hospitais, impedindo a seguridade dos atendimentos.

Outrossim, a sociedade atual vive em um ritmo frenético, onde as relações são líquidas e superficiais, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman. A partir disso, a mobilidade urbana aumenta sua frequência a cada dia, o que contribui para uma maior  rede de interações pessoais. Por isso, em isolamento social, torna-se tão difícil manter os indivíduos em domicílio, sendo necessário, muitas vezes, o governo intervir nessa mobilidade a partir de fechamentos de comércios e ambientes de entretenimento, como aconteceu na cidade do Recife, no estado de Pernambuco, segundo o G1.

Portanto, para que tenha-se o controle da disseminação da epidemia, o Ministério da saúde deve conscientizar a população por meio de pronunciamentos nas mídias e meios de comunicação populares, em uma linguagem de fácil entendimento para as populações de baixa escolaridade e, por meio de um decreto, instaurar a cobrança de multas perante saídas sem propósitos significativos, para garantir o isolamento social.