Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

Em 1918,a Gripe Espanhola devastou cerca de 50 milhões de vítimas,o que a configura como a pandemia mais mortal da história.Em virtude disso,o caos foi instalado nesse período e atormentou a sociedade por muitos anos.Assim sendo,atualmente,o mundo se encontra em choque por conta do Corona vírus,causando pânico em todos os âmbitos do país.Dessa forma,é possível relacionar a ausência de assepsia da população como impulsionador de novas epidemias contemporâneas,mas também,a carência no sistema público de saúde dos países como desafio enfrentado pelos indivíduos.

A priori,é fácil observar o avanço da medicina no século XXI e a quantidade de benefícios trazidos por esse progresso na ciência.Porém,mesmo com essa higienização,a assepsia da sociedade não é eficiente,com a ausência de lavagem das mãos frequentemente e o pouco uso do álcool em gel.Assim,de acordo com a Organização Mundial de Saúde,mais de 40% das doenças podem ser evitadas com o simples ato de limpar corretamente a região das mãos.Por consequência há o surgimento de epidemias  contemporâneas  em decorrência da falta desses hábitos de limpeza.Além disso,relacionando essa problemática com a utilização de medidas preventivas,a quarentena quando recomendada é uma opção muito válida ,mas provoca uma grande histeria coletiva em toda a população ao restringir o espaço de circulação e alterar progressivamente o cotidiano de muitos.

Somado a isso,grandes epidemias contemporâneas não surgem com um aviso de alerta,dessa maneira,o serviço público de saúde não se prepara,o que eleva a probabilidade de um colapso,em um ambiente que já encontra-se em carência.Logo,com o surgimento de doenças com grandes níveis de contaminação e mortalidade ,há uma histeria coletiva relacionada a uma superlotação dos hospitais,com impossibilidade de atendimento e tratamento de todos da sociedade simultaneamente.Nesse cenário,a teoria de “Modernidade Líquida” do sociólogo Zigmund Bauman,as pessoas vivem em tempos líquidos em que é recorrente a ausência de empatia e alteridade pelo outro.Por conseguinte,observa-se a falta do “pensar no outro"na realização de uma possível quarentena,a insistência em sair de casa apesar dos avisos,aumentando a possibilidade de infecção.

Á vista disso,é importante que o Ministério da Saúde realize projetos sociais com o auxílio de propagandas divulgadas em canais de tv aberta,com a presença de profissionais da saúde ensinando como lavar as mãos corretamente e sua importância no combate a doenças.Também é necessário que o Governo Federal em conjunto com as secretárias de saúde,financie reformas estruturais e internas nos hospitais públicos do país,de modo que capacite-as para um atendimento eficiente da população e uma prepação em caso de epidemias contemporâneas futuras não deixem o sistema em colapso.