Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/04/2020
Consoante o empresário americano Thomas Edison, a insatisfação é de caráter primordial à efetiva evolução humana, sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, na configuração hodierna, apresenta descontentamento frente à histeria coletiva relacionada às epidemias contemporâneas e, portanto, objetiva alterações em tal conjuntura. Contudo, além do despreparo social quanto à qualitativa recepção das informações veiculadas, há uma corriqueira espetacularização midiática, o que inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim. Destarte, pontua-se, a priori, que com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se, consequentemente, o máximo desenvolvimento racional foi atingido. No entanto, uma incontrovertível dualidade é gerada, já que majoritária parcela da população é desprovida da capacitação necessária à compreensão do conteúdo propagado pelos meios de comunicação. Dessa forma, informações a cerca das epidemias contemporâneas são, frequentemente, deturpadas, o que prejudica o processo informativo e ratifica a teoria da “educação bancária” do pedagogo Paulo Freire, visto que o nefasto sistema educacional perpetuante apenas deposita conhecimentos na ausência do estímulo à criticidade dos discentes. Assim sendo, são formados cidadãos carentes da autonomia pensante, o que facilita equívocos e potencializa a histeria geral. Ademais, esse caótico cenário não focaliza somente o deficitário processo educativo, mas também uma crescente espetacularização midiática dos conteúdos disseminados. Tal prática, tendo em vista o regime capitalista e seus ideais vigorantes, é regida por interesses centrados na lucratividade imediata da informação transmitida, dessarte, a mídia, perpassado o tempo, transcendeu os objetivos meramente informacionais. Nesse contexto, a busca incessante pelo lucro exige a utilização de ferramentas atrativas, assim, hipérboles são frequentes e, não raro, disseminam o terror diante das epidemias na atualidade, o que retifica a Constituição Cidadã (promulgada em 1988), visto que o direito à informação clara e objetiva não é assegurado na prática. Logo, medidas são vitais à dissolução da histeria coletiva quanto às epidemias atuais. A princípio, faz-se imperativo que o Estado qualifique o sistema educacional de modo a proporcionar a formação de cidadãos conscientes mediante a realização de palestras e reuniões regidas por especialistas na área de interpretação textual. Além disso, o governo deve desenvolver um canal de atendimento ao telespectador, a partir da utilização de ferramentas virtuais, para que o cidadão denuncie a disseminação do terror na mídia, pois, assim, o progresso proposto por Edison será atingido no Brasil.