Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 07/04/2020

No contexto social vigente, é irrefutável afirmar que as epidemias estão presentes no mundo desde o século 14, onde milhares de pessoas morreram pela peste negra. Porém, com o desenvolvimento da medicina, a quantidade de mortes em massa pelas inúmeras doenças existentes diminuiu muito. Entretanto, na contemporaneidade, a falta de informação, além da disseminação de fake news tem causado a histeria coletiva.

Em primeira análise, a falta de conhecimento da população é um dos desafios relacionados a essa pertubação coletiva. Nesse contexto, a revolta da vacina, ocorrida em 1904, foi uma revolta da população contra a vacinação pela falta de informação sobre o efeito e o objetivo da mesma, pois ,acreditavam que era um método de extermínio em massa criado pelo Governo. Sendo assim, é indiscutível afirmar que a informação é uma importante ferramenta contra a histeria coletiva, pois, pessoas bem informadas e orientadas tendem a agir com cautela e sem pânico. Logo, fornecer educação, o que torna os cidadãos conscientes, é um meio de evitar tanto a proliferação das doenças, quanto o histerismo.

Em segunda análise, a disseminação de fake news fomenta a histeria coletiva, pois, estas notícias podem alertar a população de forma negativa,  o que causa essa pertubação. Nesse âmbito, de acordo com o G1, apenas 8% por cento da população brasileira sabe ler e escrever de modo proficiente. Ou seja, 92% está completamente vulnerável a acreditar em qualquer informação, pois,não foi formada para filtrar estas, por meio da verificação da fonte pra se ter noção da veracidade da informação.Logo, se torna habitual a proliferação dessas notícias pela maior parte da população, o que aumenta o desequilíbrio mental que costuma afetar as pessoas durante esse surto de alguma doença, pelo medo do que pode acontecer. Dessa maneira, a sociedade deve ser formada para reconhecer notícias falsas, se protegendo psicologicamente.

Torna-se evidente portanto que esses entraves sociais devem ser resolvidos. Logo, o Ministério da Educação junto com as escolas devem conscientizar as crianças e adolescentes junto com suas famílias sobre higiene pessoal, vacinas e outras medidas de prevenção das doenças.Nesse contexto, palestras semanais devem ser criadas, com a presença de especialistas e que sejam adequadas a todas as faixas etárias presentes, para que assim, a falta de informação não seja o gatilho para a histeria social. Ademais, a mídia deve orientar a população acerca das fake news, por meio de comerciais exibidos em horário nobre para alcançar a maior parte da sociedade, nos quais especialistas orientem sobre como evitar as fake news. Para que assim, epidemias como a do séc 14, sejam extintas.