Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 10/04/2020

“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.” Essa frase do escritor Oscar Wilden pode ser facilmente associada à realidade brasileira atual diante da crise epidêmica ocasionada pelo surgimento no novo corona vírus, conhecido popularmente como COVID-19, devido não só à negligência do Estado, que ainda permite a falta de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em diversas cidades, como também à apatia por parte da população, uma vez que não tem dado a devida importância aos diversos prejuízos que a quebra do isolamento social pode causar à saúde. Nesse prisma, cabe analisar os aspectos que envolvem essa questão.

Primeiramente, nota-se que o Poder Público tem sido negligente ao permitir que muitos Estados não tenham leitos de UTI suficiente para a quantidade de cidadãos. Isso porque existe um defict no processo de investimento financeiro de maneira igualitária, uma vez que segundo grupo da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o Brasil tem pelo menos 33 mil leitod de UTI, mas a distribuição é desigual e as maiores carências estão no Norte e Nordeste. Assim, percebe-se que que há o rompimento do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes, já que o bem estar social não tem sigo assegurado plenamente.

Existem, ainda, alguns empecilhos para a amenização desse problema. É possível perceber certa indiferença por parte da sociedade diante desse quadro crítico, visto que muitas pessoas não tem respeitado as medidas preventivas impostas pelo Governo, como o isolamento social. Porém, a quebra dessas medidas ocasionará na rápida proliferação do COVID-19 e assim, resultará no superlotamento dos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde), sendo perigoso principalmente aos indivíduos que fazem parte do grupo de risco, como idosos, grávidas e aqueles com doenças crônicas. Isso se dá porque como advento da modernidade líquida, conceituada pelo sociólogo Zygmunt Bauman, as relações têm sido cada vez mais fluidas, uma vez que as pessoas têm pensado apenas no próprio prazer e esquecido de dar apoio ao próximo.

Nesse sentido, a OMS, em parceria com os meios midiáticos, deve promover campanhas de conscientização sobre a importância do papel da sociedade em combater esse vírus, a fim de obter a adesão popular na profilaxia dessa e outras doenças. E também é imprescindível que o Ministério da Saúde, juntos às universidades públicas, deve aumentar o número de vagas em hospitais para a prática de estudantes de medicina, de modo que eles possam cumprir a grade curricular do curso e também para que o número de atendimentos aumente. Desse modo, será possível atingir o progresso escrito por Oscar.