Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 08/04/2020
Sob o viés constitucional, a Magna Carta promulga a saúde como direito de todos os cidadãos e dever do estado medidas socioeconômicas que visem à redução do risco de doenças em território nacional. No entanto, em relação ao combate às doenças epidemiológicas, percebe-se a falha na efetivação do que é garantido pela Constituição, visto o aumento dos casos súbitos de epidemias no Brasil. Desse modo, vale ressaltar as novas manifestações sociais e o precário estado do saneamento básico, os quais causam conflitos sociais que necessitam ser amenizados.
Em primeiro plano, atualmente, mobilizações sociais têm se alastrado por todo território nacional, conquistando direitos e garantindo o promulgado pela Constituição regente - todos têm direito à liberdade de expressão. Assim, conforme o jornal online “BBC News”, em 2013 surgiu o movimento “antivavinal” que objetiva evitar a vacinação de recém nascidos contra doenças virais. Nessa perspectiva, doenças que foram erradicadas no início do século XX voltam a aparecer, como o caso do Sarampo e da Caxumba, os quais vêm causando sérios problemas à sociedade por conta do seu aumento súbito. Nesse viés, é sabido que medidas profiláticas para evitar epidemias são garantidas pelo Governo, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em segundo plano, além do movimento antivavinal, as precárias condições do saneamento básico e sua falta, principalmente, em subúrbios e zonas rurais corroboram ao problema de se combater epidemias no Brasil, uma vez que esses lugares estão mais aptos às erosões e enchentes que são as principais causas do surgimento dessas doenças. Nesse contexto, segundo o portal G1 notícias, cerca de 50% da população brasileira não possui tratamento de esgoto. Nesse ínterim, apesar de estar em vigor a dez anos a lei de Saneamento Básico, esse sistema é desprovido por metade da população, evidenciando a vulnerabilidade da nação de contrair doenças e repassa-las aos demais indivíduos, causando a persistência de epidemias como o caso da Febre amarela, Dengue, malária, dentre outras. Portanto, para que às doenças epidémicas sessem no manto social, o Governo, por intermédio dos Ministérios de Desenvolvimento Social e da Saúde, deve desenvolver oficinas recreativas em praças públicas, com palestras ministradas por médicos e profissionais da área microbiológica, objetivando orientar os pais sobre a importância de vacinar suas crianças, visando levar a reflexão e diminuir o movimento antivavinal. Ademais, por ser direito dos cidadãos o saneamento básico, deve-se instigar nessas mesmas oficinas petições aos governantes referente à construção e manutenção desse bem para amenizar às doenças. Dessa forma, pondo em prática, a sociedade poderá ser protagonista de sua própria história de erradicar doenças contagiosas e assegurar o direito de todos.