Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 10/04/2020

Desde a descoberta do vírus, em 1892, várias epidemias, a maioria delas, virais, se tornaram motivo de pânico para a humanidade, uma vez que de acordo com o dicionário, é um surto periódico de uma doença infecciosa em dada população ou região. Ademais, a repercussão que uma doença que ataca simultaneamente um grande número de indivíduos, vira um alvo da mídia, uma influência que nessas ocasiões se espelha na lamentável calamidade pública e social que se estende em meio a um surto. Assim, preocupando a população, principalmente em países subdesenvolvidos, que são submetidos à limitações em relação à  estrutura adequada na área da saúde.

Primeiramente, vale salientar que uma epidemia muitas vezes pode ser um gatilho para crises econômicas, dependendo do direcionamento feito pelos governos e pela mídia . É exemplo disso, a quarentena, um isolamento da população, que é implementado por questões de riscos para a contaminação, evitando, assim, aglomerações. Dessa forma, os mercados param, provocando um grande índice de desemprego, como por exemplo nos e Estados Unidos, que por consequência do avanço do novo vírus COVID-19, de acordo com o UOL, os EUA tiveram mais de 6,6 milhões de pessoas dando entrada no seguro-desemprego. Ademais, o desespero é ainda maior para trabalhadores ambulantes e autônomos com pequenas empresas, pois  não têm renda fixa e depende do lucro diário.

Em segundo lugar, é de grande relevância a existência da “fake news”, notícias falsas sobre determinado assunto, muitas vezes, ideais políticos pregados por trás dos “posts” nas redes sociais, exagerando situações e sendo uma das causas do aumento da histeria coletiva. Somado a isso, em países subdesenvolvidos, como por exemplo, o Brasil, a estrutura do Sistema Único de Saúde, sistema de saúde pública, por já ter um histórico de precariedade, em uma situação de epidemia, não comporta as vítimas da doença, como também torna a situação dos país mais negativa e a população mais preocupada. Além disso, a grande divergência de opiniões entre especialistas deixa a situação de uma epidemia mais preocupante e duvidosa  para a população, a exposição de informações selecionadas em países ditatoriais, com censura ou a ignorância da população em países subdesenvolvidos. Tudo isso, gera o aumento da histeria coletiva.

Urge, portanto, o aumento do investimento na área da saúde, feito pelo governo federal, com o objetivo de em uma epidemia, ter uma estrutura adequada e não haver preocupação por parte da população em relação a isso. Ademais, palestras feitas por institutos públicos e privados, sobre doenças epidêmicas e uma organização financeira, caso seja preciso um isolamento social. Estas, incentivadas pela mídia e governo, com um intuito e educar a população e deixar ciente sobre cada situação.