Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/04/2020
É possível por intermédio da linguagem inteligível e atemporal do poema " No meio do caminho", de Carlos Drummond de Andrade, fazer uma analogia aos desafios do pânico decorrente das epidemias contemporâneas. Sob tal concepção, pode-se associar a pedra, presente na obra drummondiana, as problemáticas inerentes à crise econômica e o estoque desnecessários derivados desse entrave.
Sob esse viés, é relevante ressaltar que um dos principais problemas relacionados aos desafios da histeria coletiva decorrente das epidemias contemporâneas é a crise econômica. Nessa perspectiva, conforme o economista John Keyne, ao falar " O Estado deve intervir na economia sempre que for necessário", o Governo deve protocolar medidas para proteger sua nação. Diante desse ponto de vista, essa conjuntura está relacionada com essa realidade, uma vez que o setor político deve realizar ações que protejam as empresas e os empregos, para que o desespero não aumentem a crise durante ocorrer a propagação das doenças. Como desdobramento disso, segundo a revista “Time”, o corona vírus fez com que ações de empresas dos Estados Unidos caíssem mais de 10%. O que confirma que o Estado tem que oferecer recursos para amenizar os prejuízos do país.
Além do mais, outro fator existente que dissemina nas epidemias contemporâneas são os estoques desnecessários devido ao medo da infecção. Sob tal ótica, consoante ao jornalista canadense Johnantan Mann, ao dizer " A pedra fundamental para solucionar a saúde pública é a coletividade", a solução de diversas doenças está interligada em ajudar o próximo. Sob tal ótica, essa situação está relacionada com tal situação, visto que a população em pânico com o entrave abordado começa a fazer compras em excesso de proteções a doença, prejudicando pacientes e médicos para enfrentar a pandemia. Dessa forma, de acordo com o site “globo”, em 2020, depois de informações ao respeito da eficácia do cloroquina contra o corona vírus, as farmácias estão sem o remédio que serve malaria e lúpus. Solidificando que a sociedade em desespero à essa realidade não praticam um a solidariedade.
É indispensável, portanto, que reduzam-se os desafios da histeria coletiva decorrente de tal realidade. Cabe ao Ministério da Economia em parceria com o Ministério do Planejamento adotarem medidas que amenizem a crise econômica decorrente da epidemia, a partir de subsídios mensais às pequenas e médias empresas e aos trabalhadores informais, uma vez que o pânico de não saber como se sustentar nessa realidade é amenizado. Como também, o Ministério da Saúde dissemine para população que não estoquem mantimentos médicos, por meio de campanhas nas redes sociais demostrando o quanto os hospitais precisam dos medicamentos, já que instruir a população de tal realidade é importante para combater epidemias. Assim, o terror coletivo deixará de ser uma pedra no meio do caminho.