Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 10/04/2020

Nos últimos tempos, o mundo está vivendo uma epidemia mundial causada pelo Coronavírus que vem se espalhando em uma velocidade no mínimo assustadora, ocasionando diversas mortes por onde passa. Com um número alto de óbitos provocados pela pandemia, torna-se comum o comportamento histérico em massa, pois o ser humano se sente mais vulnerável psicologicamente com a situação e com o que pode acontecer no futuro próximo.

Segundo o pensador Michel Foucault, o ser humano é um indivíduo biopsicossocial, ou seja, ele sofre influências biológicas, psicológicas e sociais para a sua formação e quando se tem a ausência de um desses fatores, o sujeito deixa de ser pleno em sua condição. Com as epidemias presentes na sociedade, as pessoas são surpreendidas com o medo de que algo possa acontecer com elas e com os mais próximos, o que torna tudo motivo de preocupação e inquietação ocasionada pela falta de um psicológico anteriormente preparado. Com essa defasagem, o ser acaba ficando carente da psique, um dos controles essenciais para viver bem, o que torna o processo mais difícil de lidar.

Além disso, o fato de não saber o que pode acontecer no amanhã epidêmico é uma das razões de tanta insegurança e ansiedade. O psiquiatra Sigmund Freud diz que as pessoas são feitas de carne, mas são obrigadas a viver como se fossem de ferro e com essas doenças espalhadas no mundo, a população toma uma postura rígida para tentar fazer com que tudo possa parecer comum. O receio de não saber o futuro faz com que a mente crie alternativas para escapar da realidade e isso pode se tornar perigoso já que os indivíduos são suscetíveis a própria fragilidade humana.

Portanto, cabe ao Estado proporcionar e incentivar atendimentos psicológicos grátis através de plataformas virtuais e telefônicas para que a população possa ter auxílio em relação as questões da mente, fazendo com que se possa criar uma sensação de segurança para essas pessoas.