Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

O filme “Epidemia” retrata a história de uma contaminação coletiva, em uma região, de febre hemorrágica, a qual tem como disseminador do vírus um macaco. O vetor se espalha rapidamente e causa grande pavor social. Além dos tablados da ficção, hodiernamente essa narrativa se repete constantemente por todo o mundo com diferentes doenças que alastram-se com mais facilidade, e, infelizmente, esses episódios são agravados, assim como no filme, pela histeria coletiva, a qual ocasiona desobediência civil.

De início, epidemia é quando uma doença aflige mais pessoas do que o esperado para determinada época em uma região, o que, hoje em destaque, é um grande problema. A exemplo disso, tem-se o surto epidêmico da dengue, doença viral transmitida pela picada de um mosquito, em 2015 no Brasil, a qual deflagrou inúmeros infectados, hospitais super-lotados e mortes. Nesse viés, o cenário atual do mundo favorece a disseminação mais rápida das doenças, tendo em vista alguns fatores que contribuem para isso, como: hábitos alimentares pouco saudáveis e estresse, o que reduz a imunidade; além das aglomerações constantes, que favorecem a transmissão. Somado a isso, outro problema que afeta a sociedade como um todo é, muitas vezes, o despreparo de hospitais e profissionais da saúde para enfrentar essas novas situações, com o não cumprimento a risca do que as autoridades superiores da saúde orientam, por exemplo, ocasionando a histeria social e elevação do número de doentes.

Ademais, todo o caos científico já causado pelas epidemias é intensificado pelo desespero da população, que traz desafios. Sabe-se, com isso, que todo pânico distancia a solução, tendo em vista a desobediência civil que ele influencia, pois, por causa da histeria, as pessoas não param para escutar e filtrar as informações e instruções das autoridades da saúde, logo acreditam em qualquer notícia falsa que leem e criam suposições equivocadas.  Dessa forma, compram qualquer medicamento ou equipamento deliberadamente por hipótese, afeta-se, logo, quem realmente precisa. Prova disso é a epidemia do coronavírus, doença que causa problemas respiratórios, que logo se transformou em pandemia pelo descrédito e desobediência da população. Assim, fica claro os grandes desafios que a histeria causa.

Em suma, as epidemias hodiernas estão vinculadas a problemas que precisam ser combatidos. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, órgão superior nesse âmbito, melhorar a comunicação com a população leiga e profissionais em tempo de surto, a partir de orientações transmitidas pelas emissoras, que instruam a sociedade sobre o modo de agir, além de fazer reuniões diárias com os secretários estaduais, para, assim, manter a unidade na forma de combate e evitar a perda do controle.