Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/04/2020
De acordo com o filósofo indiano Jiddu Krishnamurti, não é sinônimo de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente. Dissonante ao pensamento de Krishnamurti, o ser humano acostumou-se a viver em grandes aglomerados urbanos, assolados pela poluição, saneamento básico precário e desequilíbrio ambiental, sendo assim, um alvo fácil para a rápida disseminação de epidemias. Destarte, faz-se pertinente debater acerca de epidemias já enfrentadas pelo ser humano e os aspectos negativos do quadro de histeria coletiva criado em torno da situação.
Em primeiro plano, cabe analisar que em outros períodos da história, o ser humano sofreu com diversos tipos de epidemias. Desde a Idade Média, com a Peste Bubônica, até o século XX, com a Varíola, a Gripe Espanhola e a Tuberculose. Entretanto, após a primeira guerra Mundial, em 1928, Alexander Fleming descobriu a penicilina, e então, apresentou ao mundo a cura para a Tuberculose. Com a descoberta da penicilina e os avanços na ciência e na medicina, o ser humano teima em sustentar uma falsa sensação de segurança, e mantem a crença de que doenças contagiosas são de fácil controle e erradicação. Além disso, após ser surpreendida com uma pandemia, como é o atual caso da Covid-19, a sociedade age com pavor e histeria coletiva.
Outrossim, percebe-se também que passar por uma epidemia é um momento difícil para a sociedade, traz medo, insegurança, instabilidade política, social e econômica. No entanto, não é motivo para promover o caos, é necessário ter cautela, entender que estocar comida, produtos de limpeza e higiene pessoal, em grandes quantidades, pode fazer com que outras pessoas fiquem sem esses suprimentos e entrem em pânico. Além disso, é essencial filtrar as notícias e constatar a veracidade dos fatos, afim de manter a calma, o estado de bem estar social e evitar a histeria coletiva.
Diante dos fatos supracitados, depreende-se, portanto, a necessidade de evitar a histeria coletiva e manter o estado de bem estar social da população diante de uma epidemia. Cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério da saúde, em cooperação com os Estados e Munícipios elaborar campanhas, divulgadas através do rádio, televisão e internet que acalmem a população e a instruam sobre como lidar com a situação. Além disso, é essencial ter empatia com o próximo, e compreender que uma epidemia traz medo, insegurança, instabilidade política, social e econômica. Logo, cabe também ao Governo Federal, proporcionar não só medidas profiláticas, como também, ajuda financeira às esferas mais carentes e prejudicadas da sociedade. Dessa forma, será possível evitar a histeria coletiva da população e manter o estado de bem estar social diante de uma epidemia.