Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/04/2020
O filme “Epidemia” retrata a trajetória de um médico e sua equipe na luta contra a propagação de um vírus mortal. Fora da ficção, a humanidade já vivenciou inúmeras pandemias, como a “peste negra” durante a Idade Média e a Corvid-19 em 2020. No Brasil, além das questões envolvidas com a doença, torna-se necessário combater os aspectos relacionados à histeria coletiva, principalmente a disseminação de notícias faltas e a falta de mercadorias.
Em primeiro lugar, deve-se analisar a ausência de responsabilidade social como um fator amplificador das “fake news” e dos danos causados por elas. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, existe um dever universal que é baseado em leis morais. Ou seja, uma determinada ação precisa ser executada de forma consciente em relação as suas consequências sociais. Entretanto, essa noção de responsabilidade coletiva está ausente em uma parcela da sociedade, que em apenas um clique envia uma notícia falsa sobre um determinado medicamento, por exemplo, e desencadea uma histeria coletiva cuja consequência pode ser a falta dessa fármaco. Portanto, é notório que existe uma relação direta entre as “fake news” e um aumento de ações imprudentes devido a uma sensação de pânico.
Em segundo plano, é pertinente identificar como o desabastecimento de insumos e de produtos é um outro fator que influencia na histeria coletiva. Na pandemia da Corvid-19 em 2020, por exemplo, observou-se que a falta de inúmeros produtos hospitalares, desde equipamentos de proteção individual até os respiradores mecânicos, essenciais para o cuidado ao paciente com a doença e a dificuldade de aquisição desses bens ocasionou uma sensação de insegurança e medo na população. Esse cenário causou um desconforto na sociedade pois demonstra a fragilidade do sistema de saúde, que em momentos de pandemia é o setor mais importante. Desse modo, cria-se um pânico generalizado em diversos segmentos da sociedade, ou seja, afeta o emocional de profissionais da saúde e também dos usuários seus usuários.
Logo, é perceptível a importância do combate à histeria coletiva durante as epidemias. Nesse sentido, as redes sociais devem atuar na diminuição da circulação de notícias faltas. Por meio da criação de um alertar na página inicial do usuário sobre as suas consequências das “fake news” e como combate-las; tendo como finalidade conscientizar os indivíduos sobre a necessidade de não propagar informações erradas. Ademais, cabe ao Governo atuar diretamente na manutenção dos bens necessários para a proteção da população, por meio da criação de benefícios financeiros para as industrias atuarem na produção de materiais necessários seja para o ambiente hospitalar ou doméstico, cujo objetivo é evitar o desabastecimento dos itens essenciais.