Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 08/04/2020

De acordo com a Teoria da Solidariedade Orgânica de Durkheim, sociólogo francês, o comportamento humano tende ao individualismo. Essa afirmativa pode ser relacionada às epidemias e à histeria coletiva presenciadas no Mundo Contemporâneo. Afinal, através de fatores como o individualismo e ignorância, doenças como o Corona vírus e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) contaminam pessoas em todo o mundo.

De início, ao analisar a síntese da propagação dessas doenças e a histeria por parte da população, percebe-se que suas essências devem-se ao pensamento não coletivo e de comunidade. Pois, os indivíduos, geralmente, passam atuar socialmente apenas a partir do momento em que são atingidos, o que raramente ocorre ao afetar apenas o próximo. Esse cenário pode ser comprovado através da atual situação de algumas comunidades ao redor do Brasil, que, além de não obedecerem o isolamento social instituído pelo governo como medida de prevenção para a COVID-19, gera graves consequências como o pânico pelos indivíduos de risco, que, ao não enxergar a colaboração da comunidade, não sentem confiança nos órgãos públicos diante ao caos.

Em segunda instância, as epidemias contemporâneas vem sendo um tema de bastante foco mundial, gerando assim diversas notícias e informações que são da atenção de todos. Entretanto, muitas vezes as principais emissoras de televisão transmitem tais dados de forma distorcida visando uma certa histeria na população, para assim, ganhar audiência em seus jornais ou noticiários. Desse modo, esse cenário de influência por parte da televisão e da internet pode ser exemplificado através da máxima de George Orwell, “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”, que mostra o fato de, muitas vezes, a formação da opinião dos cidadãos ser manipulada pelo que é tratado nesses meios.

Destarte, é indubitável que haja uma intervenção na formação do conhecimento coletivo e na transmissão de informação para toda a população brasileira. Para isso, o Governo Federal, deve investir o dinheiro público tanto na educação coletiva das escolas, quanto na criação de campanhas de conscientização pelas principais emissoras. Assim, por meio de informações verídicas e necessárias sobre o assunto das epidemias, será possível a formação de seres humanos mais prestativos ao próximo, o que contribuirá para manutenção da harmonia social.