Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 09/04/2020

O historiador Francisco Hoyos mostra em seu artigo que apesar da modernidade do mundo hiperconectado, a humanidade continua sendo muito frágil e sendo constantemente perturbada pelo medo. De maneira análoga ao contexto atual, a sociedade atual ainda é acometida por epidemias. Todavia no corpo social tecnológico dos dias de hoje a informação chega instantaneamente a todos, assim como a grande propagação de “fake news”, isto é, notícias falsas. Nesse contexto, a disseminação destas leva à histeria coletiva, causando pânico comunitário e nas circunstâncias de surto epidemiológico, difusão de tratamentos ou prevenções enganosos.

Em primeiro plano, vale ressaltar que as fake news mudaram a forma de como deve filtrar e reter notícias em plataformas de informação. Entretanto, as consequências da disseminação de notícias falsas acomete de forma negativa, principalmente a área da saúde. A plataforma Doctoralia, divulgou que 73% dos especialistas entrevistados afirmaram que receberam questionamentos de pacientes, que eram enganosos. Em situações epidêmicas, a proliferação de informações ilusórias são maiores, o que gera, então o caos social, ou seja, à histeria coletiva.

Em segundo plano, é visto que, historicamente as pandemias trazem o medo comunitário, e a necessidade de prevenções e tratamentos fáceis e acessíveis à população. Contudo, a manifestação de fake news aproveita-se para a difusão de falsos métodos ineficazes. No contexto da gripe espanhola, exemplificando, era comum as comunidades usarem colar de alho, uma vez que era dito que evitava o contágio da doença. Posteriormente, na pandemia de corona vírus, há disseminação de falsas prevenções da enfermidade através da internet, o que trás falsa sensação de segurança à sociedade e graves prejuízos a saúde pública.

Torna-se evidente, portanto, que é necessário um controle para a diminuição do desdobramento de fake news, para então, haver fontes seguras sobre as reais condições e prevenções de epidemias. Pela intervenção do ministério da saúde, por intermédio de postagens em redes sociais, como já é feito, publicando quais são as notícias falsas e postando dados de fácil entendimento para todos os níveis populacionais. A fim de descredibilizar tais notícias e criar na comunidade nacional um senso mais crítico para a retenção de qualquer expositivo. Também, é visto que, é trabalho da população a obtenção de maneiras de prevenção e tratamento por meio da comunidade médica, em serviços públicos de saúde, visto que a prudência contra a disseminação de epidemias é necessária, de modo certo e científico, para então haver um controle do pico pandêmico e da histeria coletiva e consequentemente, não havendo um colapso de saúde pública.