Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 06/04/2020
Segundo o antropólogo Steven Pinker, o mundo vive uma fase de progressofobia, a qual as notícias ruins são bem mais disseminadas que as boas. Dessa forma, reverberando em certas atitudes descontroladas da população. Observando a realidade vivenciada pelos paises no mundo, no ano de 2019, no enfrentamento ao vírus da covid-19, é possível refletir sobre a histeria que milhares de pessoas passaram como por exemplo, correr as farmácias para comprar álcool em gel de e máscaras de proteção. A partir desse contexto, é válido discutir os desafios de combate a essa histeria coletiva, sendo eles a falta de informação da população, como também as fake news que foram bastantes repassadas durante esse período no país.
A priori, é importante a necessidade de informar a população como se comportar em uma epidemia. Isso porque segundo o jornal Folha de São Paulo, durante a epidemia do coronavírus nos EUA, o uso do medicamento Cloroquina, ainda, não liberado oficialmente para uso foi bastante vendido. Pois, seria a cura para a doença, o que fez a população necessitada do medicamento ficarem sem o remédio. Além disso, o aumento de intoxicação pelo uso indiscriminado foi grande, conforme a portal G1, no qual houveram 27 óbitos em São Paulo. Assim, ocorrendo essas mortes, principalmente, pela falta de instrução do Estado na informação e restrição do uso do medicamento.
Outrossim, nota-se, a questão das fake news que foram bastantes utilizadas para aumentar a histeria vivida pela população nesse período. Conforme o apurado pelo portal do Ministério da Saúde, foram mandadas mais de 100 mil duvidas por dia, sobre ser ou não ser verdadeiras as mensagens enviadas nas mídias sociais. Todavia, a média é de mil perguntas diárias, segundo os próprios dados do Ministério. Dessa maneira, mostrando a necessidade de ter um portal amplamente divulgado e de fácil acesso para a população, pois as fake news podem ser bastante perigosas. Como teve na cidade do Rio de Janeiro, no Twitter, que faltaria alimentos supermercados. Logo, muitas pessoas correram para os supermercados comprando de maneira irresponsável e deixando várias pessoas sem esses matérias, e aumentado a chance de transmissão do vírus por conta das aglomerações.
Em suma, são necessárias medidas que tem como objetivo auxiliar o Estado no combate dessas histerias sociais vividas durante esse período. Portanto, O Ministério da Saúde por ter uma maior credibilidade no tema, por meio de propagandas publicitárias nas mídias que visem conscientizar a população o que se deve fazer durante esse tempo, como o isolamento social, propagandas que enfatizem a necessidade da higienização. Em adição, divulgar nos principais meios digitais, como o Instagram os canais de tira duvidas, para que tenha uma maior abrangência da população.