Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/04/2020
De acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS),considera-se como epidemia o crescimento do número de casos de uma doença superior ao esperado para uma região em uma época-como por exemplo,a dengue no Brasil.Assim,mesmo que os governos tomem medidas para combater o aumento na quantidade de casos das epidemias,é inegável que as doenças epidemiológicas contemporâneas causam uma histeria coletiva por causa da presença de um microrganismo ou vírus acometendo e matando mais indivíduos.Dessa forma,os problemas econômicos e sociais,como desafios relacionados à histeria coletiva gerados pelas epidemias,devem ser debatidos e minimizados.
Em primeiro lugar,é importante destacar que,com o desenvolvimento e estabelecimento do capitalismo a partir do século XVIII,o consumo interno e externo de um local se tornou a chave do crescimento econômico desse espaço.Assim,o aumento do número de casos de uma doença em uma região agrava a atual crise financeira mundial-presente no cenário global desde 2008.Pois,o medo coletivo de difusão e aumento no número de casos dessas doença-alimentado exacerbadamente pelas mídias sociais-faz com que as pessoas deixam de comprar produtos de diversas utilidades na tentativa de diminuir a disseminação dos causadores das epidemias.Nesse sentido,tomando como norte o dado mostrado pela revista Time no qual mostra que 3,5 trilhões de dólares foram retirados do mercado acionário estadunidense após o aumento no número de casos do COVID-19 no país,essa histeria coletiva prejudica o mercado financeiro da região e,consequentemente,do mundo.
Além disso, é necessário ressaltar que, levando em consideração o pensamento do filósofo Karl Marx o qual fala sobre o meio social ser marcado pelas relações econômicas,o crescimento financeiro reduzido gerado pela difusão das epidemias implica na redefinição das relações sociais.Sob essa ótica,o baixo consumo gerado em regiões epidemiológicas leva a diminuição do lucro das empresas capitalistas,as quais,tentando reduzir seus custos,consequentemente demitem mais funcionários.Nesse âmbito,o aumento do número de desempregados contribui para o crescimento da quantidade de pessoas com pouca ou nenhuma condição financeira para manter suas necessidades básicas,crescendo a miséria e desigualdade socioeconômica nos diversos espaços sociais.
Portanto,diante desse cenário, é necessário que os governos desenvolvam ferramentas de vigilância sanitária que,durante o período de maior difusão de epidemias,garantam uma higienização mais rigorosa dos produtos vendidos para que o consumidor tenha maior segurança na limpeza e não contração de doenças por meio do contato com as mercadorias compradas.Assim como,o Estado deve criar auxílios financeiros emergenciais para pessoas em baixo condição socioeconomica.