Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 07/04/2020
No século XXI, o avanço da medicina com o passar dos anos foi significativo porém, não houve impedimento quanto ao surgimento de novas epidemias. Nesse sentido, doenças com ebola e coronavírus (conhecidas como epidemias contemporâneas) por exemplo, foram suficientes para causar uma histeria coletiva na nossa sociedade. Assim, é necessário compreender que essas epidemias são motivadas pela precariedade do saneamento básico em alguns países e também pelo trânsito das pessoas entre diversos lugares espalhando facilmente a doença.
Em primeiro lugar, a precariedade das condições sanitárias em alguns países é um facilitador no que se refere a recorrência dessas epidemias. Junto a isso, a mídia interfere nas medidas preventivas deixando a entender que a doença é somente transmitida em lugares com falta de saneamento, motivando a despreocupação de alguns países que não fazem as devidas barreiras protetivas se tornando alvo da epidemia. Visto isso, o saneamento básico é um agente determinante sobre a transmissão das doenças, contudo, a mídia também tem um papel crucial pois pode espalhar informações falsas e prejudicar os usuários, banalizando o perigo dessas doenças.
Ademais, o trânsito das pessoas de um lugar para outro é um fator que tende a aumentar o número de casos dessas epidemias. Sob tal ótica, os países optam como barreira preventiva a “quarentena”, período de distanciamento social, como intuito de diminuir o contato entre as pessoas e consequentemente, freando o aumento do contágio e causando uma histeria coletiva por ser um assunto que preocupa muita gente. Assim, a quarentena acaba sendo uma medida viável frente a essas epidemias contemporâneas mas, nem sempre é respeitada pelos países que adotam esse distanciamento provocando ainda o aumento no número de casos.
Torna-se evidente, portanto, que a falta de saneamento e a transmissão pelo contato são razões para o surgimento dessas epidemias porém eles não devem ser observados individualmente. Dessa forma a mídia também auxilia nesse surgimento mas pode também contribuir através de campanhas nas redes sociais, motivando a quarentena durante o período de alta manifestação da doença, e o governo deveria disponibilizar verba para cada cidade com o objetivo da melhora do sistema de saneamento básico. Com isso, as epidemias não seriam facilmente transmitidas e não seria enfrentada uma grande quantidade de pessoas contagiadas pela doenças.