Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/04/2020
Ao longo da história, as epidemias provocaram mais mortes do que todas as guerras. Segundo o filósofo Charles Colton: “a má informação é mais desesperadora que a não informação”. Isto significa dizer que, atualmente a sociedade enfrenta momentos delicados. Um pedaço de má notícia envolto em proteína tem sobrecarregado os meios de comunicação, desafiando a sanidade coletiva, seja por um abarrotamento de notícias falsas, seja por empates político-ideológicos.
O corpo humano em situação de estresse é levado a um alto estado excitatório, liberando na corrente sanguínea catecolaminas (Flack e Kramer, 2010). Agora, some isto a um confinamento e exacerbada quantidade de notícias falsas relatadas sem parar pelos meios de comunicação. Isto pode, futuramente, ser relacionado ao aumentos de casos de ansiedade. Uma pesquisa realizada pela Forbes, mostrou que o Brasil ocupa o 3º lugar no ranking dos países que mais consomem notícias falsas, no mundo. No entanto, países em que o nível de alfabetização é alto, as pessoas tendem a identificar com mais facilidade conteúdos mentirosos e pobres em conteúdo. O que não seria o caso do Brasil, em que os níveis de analfabetização atinge 13 milhões de adultos pelo país, dados do IBGE.
Além disto, em outros momentos, a história já nos mostrou que é comum o fato de alguns políticos utilizarem a fragilidade social para travarem embates demagógicos e eleitorais, acusando seus adversários de ideias contrárias. E infelizmente, quase metade da população brasileira é tendenciada a errar por causa dos políticos, de acordo com a revista Projor. Ou seja, decisões sem cunho científico podem desestabilizar o público em geral, disseminando mais medo.
Portanto, diante dos desafios relacionados às pandemias e histeria coletiva, é necessário que os meios de comunicação e as autoridades políticas brasileiras se informem cientificamente e se sensibilizem com a situação atual. Isso deve ser feito por meio do controle de ‘fake news’, com pronunciamentos conscientes, propagandas informativas sem vieses políticos, nos quais haja a presença de autoridades no assunto como, polícia de anticrimes cibernéticos, representantes políticos de diferentes partidos interessados na solução desse problema social, a fim de que sejam solucionados os desafios relacionados a histeria coletiva frente às pandemias.