Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 03/04/2020
A gripe espanhola foi a principal epidemia do século XX, a qual dizimou 50 milhões de indivíduos no mundo.Nesse contexto, diante do poder de epidemias, a histeria coletiva se instaura na sociedade e é maximizada devido a fatores como a desinformação populacional acerca das epidemias e a negligência do Estado em relação as práticas preventivas.
Inicialmente,é válido ressaltar que a desinformação da maioria dos cidadãos acerca das epidemias é um dos desafios relacionados ao combate da histeria coletiva.Isso acontece,pois no Brasil não existe uma educação voltada para a saúde, que aliada a uma discussão recente sobre infecções,iniciada em 1906 por Oswaldo Cruz,um dos primeiros sanitaristas a promover campanhas de combate,tais como vacinas,acentua o problema.Ainda assim,tais campanhas eram excludentes, já que não promoviam a conscientização da população mais pobre, parcela da população mais afetada pelo problema.No Brasil do século XXI, a desinformação ainda predomina,e junto a histeria causam as fake news da saúde,como exemplo do não uso do Ibuprofeno para o combate do corona vírus, fato já inibido pela OMS, segundo o jornal carta capital.
Além da desinformação, outro desafio relacionado ao combate da histeria coletiva é a negligência estatal a práticas preventivas das epidemias. Tal fenômeno ocorre pois o mercado impõe aos indivíduos o lucro a qualquer custo,logo, ações voltadas para o bem-estar social, como o incentivo a higienização individual não só em épocas de surtos,mas também diariamente, não são prioridade estatal, fato lamentável, já que pequenas ações poderiam evitar tanto a histeria quanto a morte de milhares de pessoas.Assim,quando a epidemia atinge seu ápice, é comum a estocagem de alimentos por parte dos indivíduos, ação reveladora de uma ausência de empatia na sociedade.
Entende-se,portanto, que epidemias como a gripe espanhola precisam ser evitadas.Logo, o MEC, em parceria com a OMS, devem promover ações de combate ás histerias coletivas antes e durante as epidemias, já que elas agravam o número de infecções. Isso acontecerá através da implantação de aulas de conscientização nas escolas com professores de biologia junto a médicos com licenciatura, para alunos a partir do ensino fundamental, na abordagem de cada doença e incentivo a práticas diárias de combate, tais como higienização, voltadas para a realidade social de cada local.Assim, ao momento em que as epidemias surgirem, a histeria irá gradativamente diminuir, contribuindo para o desaparecimento dos casos.