Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 06/04/2020
A quase 100 anos, o Brasil, vivenciou a grande gripe Espanhola que, com seu alto nível de contágio, matou milhões de pessoas no mundo e cerca de 35 mil no país. Ao passar para a atualidade, epidemias contemporâneas como o Ebola e o coronavírus, têm quase os mesmos desafios de um século atrás. Dentre os tais, a queda da economia mundial e suas consequências aumentadas pela desigualdade social, e também a grande histeria populacional agravada por criminosos que produzem notícias falsas.
Primeiramente, é indubitável que epidemias travam desafios para a sociedade, e um dele é a questão econômica. Esse fato já reflete em vários países, causado pela quarentena forçada da COVID-19, pois de acordo com o jornal Gazetas, as bolsas de valores dos EUA desvalorizaram 12%. Nesse contexto, o país relatado, como grande potência mundial, acaba por atingir prejudicialmente muitos outros, inclusive o Brasil. Tais circunstâncias se tornam mais alarmantes no país, pois esse sofre com grande diferença diferença de renda, o que culmina em histeria, tanto entre os mais pobres como também nos patrões, os mais ricos. Esse sentimento só mudam de contexto, a motivação, no qual os primeiros sofrem por desespero de não ter alimentos ou renda para manter as necessidades básicas, e o outro grupo, por medo da diminuição do alto padrão e de possíveis fechamentos de empresas.
Outrossim, as epidemias já despertam um medo “natural”, mas, pessoas de má índole ainda aumentam tal sentimento, por prazer ou por dinheiro, disseminando notícias falsas e assim criam ainda mais histeria coletiva. Dada situação é um grande desafio, pois, a tecnologia permite a produção de cópias fraudadas quase perfeitas de jornais famosos. Exemplo disso, uma mensagem foi espalhada no aplicativo de mensagens, o whatsapp, a informação de que, caso idosos fossem pegos trafegando nas ruas, no período do coronavírus, teriam suas aposentadorias canceladas. A “Fake News” provocou medo e revolta, até ser desmentida por grandes sites como o G1.com e o Estadão de São Paulo. Nesse sentido, é perceptível como a insegurança, falsas instruções e até mesmo a venda de remédios mentirosos ganham proporçôes verdadeiras na internet. E, como a maioria dos brasileiros têm o habito de compartilhar sem tomar os devidos cuidados com a notícia recebida, a epidemia acaba por se tornar maior do que realmente é, agora de maneira psicológica, promovendo o desespero generalizado.
Portanto, para diminuir os desafios advindos das epidemias contemporâneas, é preciso que o Governo Federal em parceria aos Governos dos estados auxiliem, financeiramente, de maneira provisória a população mais prejudicada, buscando manter as necessidades básicas, sem desespero. Também, o Ministério da Saúde, deve acalmar os cidadãos com a criação de um site oficial que desmintam notícias falsas, com a finalidade de frear as “Fakes News” e assim amenizar a histeria coletiva na sociedade.