Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 03/04/2020

“Tenho medo do desconhecido e o que nunca vivi”. A frase do literata Carlos Drummond de Andrade, reflete claramente a relação contemporânea entre a população mundial e as novas epidemias que surgem constantemente em todo o globo. Independente de sua origem ou efeitos nos corpos humanos, as epidemias, em sua maioria, causam histeria coletiva nos países atingidos. Sendo assim, além do medo do desconhecido mediante desinformação em massa, ocorre a instabilidade nas relações capitalistas do mundo atual, desestruturando a economia de maneira imprevista.

Em primeira análise, a desinformação é o estopim para a histeria. Alusivo ao o livro “1984”, do Escritor George Orwell, a informação ou a busca pela mesma, garante ao indivíduo autonomia em suas ações, permitindo-lhe conservar sua integridade. Sendo assim, a partir do momento em que a sociedade como um todo vive um momento de epidemia sem os devidos conhecimentos, a situação foge do controle, no qual necessita-se de uma política governamental e midiática para esclarecimento de dúvidas e assistência aos necessitados.

Em segunda análise, o mundo atual está diretamente relacionado com a perspectiva capitalista. De acordo com o jornal “O Globo”, as bolsas de valores mundiais em momentos de epidemias e pandemias, sofrem quedas de aproximadamente dez à quinze porcento, assustando os investidores e refletindo na economia mundial. Dessa forma, os impactos causados por uma epidemia numa nação no âmbito da economia e também, consequentemente, no da saúde, expandem o sentimento de desproteção na população, o que causa histeria coletiva. Consequentemente, é de indubitável importância a regulamentação e implementação de programas de políticas públicas mediadas pelo Governo Federal, na intenção de reduzir a entropia do sistema durante tais períodos.

Portanto, no objetivo de informar a população da melhor forma, evitando-se a histeria coletiva, é imprescíndivel a utilização da internet como aliada. Sobe tal análise, o Ministério da Saúde deve criar um aplicativo para “smartphones” de caráter livre, esclarecendo as dúvidas da população de forma simples e clara por profissionais da área da saúde, com auxílio da mídia para transmitir o conhecimento e o acesso ao aplicativo, para abranger o maior número possível de pessoas. Outrossim, é necessário que o Ministério da Economia, em parceira com as universidades do País com suas mentes abrangentes de jovens, crie o PECS (Programa Econômico para Crises na Saúde) na intenção do planejamento prévio para grandes abalos na economia correlacionados com a saúde, com o auxílio de verbas do Governo federal, para criar medidas de enfrentamento de epidemias contemporâneas, evitando-se a histeria coletiva mundial.