Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 04/04/2020

No filme “Guerra mundial Z’, Brad Pitt interpreta um ex-agente da ONU chamado Gerry Lane que é chamado pra investigar um novo vírus que ameaça a humanidade. A narrativa vira uma verdadeira corrida contra o tempo quando os protagonistas percebem o nível de letalidade do vírus juntamente com  sua rápida contaminação e tentam descobrir como acabar com essa epidemia antes que ela cause danos irreparáveis ao mundo. Fora do âmbito cinematográfico, na realidade atual, a humanidade já passou por diversas epidemias, a exemplo da peste negra que matou um terço de toda Europa no século XIV e da Gripe Espanhola.Entretanto, com o surgimento dessas epidemias contemporâneas ,surgem desafios relacionados à histeria caracterizados principalmente pelas Fake News e consciência da fragilidade do sistema de saúde.

Em primeira análise, é importante destacar a obra do filósofo Pierre Lévy, “Cyberculture”, que retrata a consolidação da globalização e as suas consequências no mundo moderno. Nesse sentido, o espalhamento de notícias falsas ou popularmente conhecido como Fake News é uma problemática que fixou-se na sociedade contemporânea com o advento da tecnologia.Tal fato é diretamente relacionado à histeria coletiva, tendo em vista que às informações falsas em tempos de epidemia são danosas a sociedade civil organizada, e causam desconfiança nos meios de transporte de informação que nessas situações de calamidade pública tem um papel essencial para a população.

Outrossim, a consciência da fragilidade do sistema de saúde em momentos de epidemia também é um dos principais precursores para a histeria coletiva. Afinal, em tempos de contaminação em massa o sistema de saúde fica sobrecarregado. Fato que se não for preparado um plano de ação previamente estruturado, pode vir a causar um colapso em toda rede de saúde, causando a morte de milhares de pessoas não exclusivamente pelo vírus em si, mas pela lotação dos hospitais e falta de profissionais da saúde para atender a uma grande quantidade de pacientes.Nessa perspectiva, seguindo a linha de pensamento de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.

Dessa forma, urge que o Ministério da Segurança desenvolva um projeto de criação de um aplicativo gratuito desenvolvido por engenheiros da computação, em conjunto com especialistas em notícias falsas, que tenha como função identificar se a notícia pesquisada na plataforma é verdadeira ou falsa. Além de projetos de preparação do país para situações de epidemia, desenvolvidos pelo Ministério da Saúde em todos os estados, por meio de reuniões com governadores com o propósito de evitar a sobrecarga do sistema de saúde e tentar evitar a situação exposta no filme Guerra Mundial  Z.