Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 05/04/2020

Em 1904, no governo de Rodrigues Alves, o Brasil sofria com graves casos com o vírus da varíola e uma série de outras doenças que, aliada à péssima condição sanitária, culminou na chamada Revolta da Vacina, em que a população entrou em conflito por falta de informações. Atualmente, há surtos epidêmicos que devem ser combatidos e, para certo grupo de indivíduos causa uma histeria coletiva. Isso ocorre pela influência midiática e das massas e deve ser tratada para que haja o equilíbrio.

A priori, a mídia é influenciadora de uma rede de telespectadores, pois, para Adorno e Hokheimer, da Escola de Frankfurt, meio de comunicação exercem influencias para os indivíduos  que são passivos de receber informações sem a condição de filtrá-las. Sob essa perspectiva dos filósofos, percebe-se que a indústria midiática é capaz de moldar comportamentos, o que pode levar pessoas a um estado de histeria, visto que em meio a um cenário de epidemia, elas ficam mais suscetíveis a receber informativos para o próprio bem. Assim, com a grande quantidade de reportagens que retratam casos de uma situação crítica, há uma certa tendência para que parcela de cidadãos entrem em desespero, capaz de alterar seus modos de viver, de maneira repentina. Isso causa medo nos os civis, a depender da forma com que a mídia se refira a determinados procedimentos relacionados a saúde.

Ademais, a população em geral deve estar em harmonia para que a mesma seja capaz de se desenvolver, pois, para o filósofo Michael Foucault, o ser humano é uma construção biológica, psicológica e social. Sob essa análise, para que os seres humanos estejam bem, é necessário que tenham saúde, algo de suma importância em meio a cenários como surtos de dengue, malária e coronavírus, por exemplo. Desse modo, é necessário tomar as devidas precauções para que tais doenças não venham a acometer mais pessoas. Assim, a histeria coletiva pode surgir devido a influência de indivíduos, algo retratado por Freud, no livro “Psicologia das massas e análise do eu”, em que seres se portam de determinada forma semelhante ao grupo seguido. Isso deve ser minimizado, assim como a propagação de mazelas.

Entende-se, portanto, que há histerias coletivas relacionadas a epidemias. Assim, urge que o Ministério da Saúde instrua a população, por intermédio da mídia, que informará medidas que possam ser feitas para evitar propagação das doenças, ter um programa que mostre a face real da epidemia, a fim de tranquilizar os cidadãos. Paralelamente, a sociedade pode divulgar contatos de médicos e psicólogos que estejam disponíveis, por intermédio das redes sociais, esses profissionais poderão isentar qualquer tipo de custo, para população ser melhor tratada perante cenários conturbados. Dessa forma, a histeria coletiva no contexto de epidemias será gradativamente minimizada no país.