Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 31/03/2020

Em março de 1918, um soldado da base militar dos Estados Unidos, ficou de cama, com sintomas de uma forte gripe e, naquela mesma semana, mais de 200 soldados adoeceram também. Foi assim que se iniciou a epidemia, que matou quase 50 milhões de pessoas, conhecida como gripe espanhola. Este acontecimento remetem nossa atual situação, com o surto do coronavírus o mundo entrou em colapso.

Os dados mais recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde) revelam que a taxa de letalidade  é de 2 a 3% dos casos confirmados de coronavírus, ou seja, o óbito pode ocorrer em virtude de complicações da infecção, assim como em qualquer doença. Deve-se ressaltar que este dado foi pouco divulgado na mídia, e a falta dessa (e de outras) informação contribui para gerar pânico na população.

Epidemias e pandemias podem surgir de diferentes fatores, como a falta de saneamento básico, hábitos alimentares pouco saudáveis, hábitos de higiene precários e poluição são alguns dos principais exemplos, é visível que estes são problemas enfrentados no nosso cotidiano e que o governo e a mídia pouco valorizam.

A histeria coletiva é causada principalmente pelo desequilíbrio da informação, em tempo que não há surtos o governo não dá a devida importância para a explanação de informações sobre hábitos de higiene através da mídia, e, durante os tempos de pandemia a mídia passa informações de maneira sensacionalista, incentivando a histeria, obviamente desnecessária.

É viável que o governo tome medidas relacionadas ao discernimento de informação, como por exemplo uma propaganda com um tutorial de higienização das mãos e cuidados gerais para que a população saiba se precaver, não apenas em momentos de surto e sim durante o ano, e que crie um artifício para fazer com que a mídia passe mais informações coerentes com a realidade do que exageradamente negativas. É necessário também que o governo mostre mais preocupação com saneamento básico das populações carentes para evitar possíveis epidemias, afinal, está não foi a primeira e não será a última, é fundamental lembrar-se disto e não cometer os mesmos erros no futuro.