Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 01/04/2020
O maior aliado da doença é o medo
Em meio a epidemias sempre há o caos. Pessoas temem por sua saúde e logo tomam medidas drásticas visando sua própria segurança, que por si só já se tratam do pânico que rapidamente se alastra num tipo de efeito dominó. Num mundo globalizado, o efeito é ainda maior.
Diante do atual cenário, muitos lugares tiveram seus estoques liquidados. Em áreas infectadas, pessoas fogem para outros lugares buscando segurança. Mas essa falsa sensação segurança é egoísta, pois pode ajudar a espalhar o vírus para novas áreas, que logo farão o mesmo, e assim progressivamente. Com os meios da globalização, a transmissão é muito mais rápida, assim como o caos espalhado pelas mídias.
O medo é a maior arma das epidemias, pois é um dos maiores agentes responsáveis pela contaminação. Se as pessoas ficassem em casa e não esvaziassem as prateleiras, os efeitos seriam muito menores.
Além de aumentar a disseminação, o medo pode se tornar uma imensa preocupação de forma que as pessoas se esqueçam das outras que também importantes. Uma paralização prolongada na economia, por exemplo, pode causar danos socio-economicos inestimáveis. Muitas pessoas podem ir à linha da pobreza ou miséria. Anos de progresso social serão perdidos, os quais levarão muitos anos até serem recuperados. A pobreza talvez mate até mais do que a própria doença.
Num cenário destes, a informação é vital. Com ela podemos tomar as decisões mais cabíveis, impedindo que a histeria domine as mentes do povo. Se todos tomarem as atitudes corretas, os impactos serão minimizados e a doença será mais fácil de ser combatida.