Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 01/04/2020

No ano de 2019, a China passou a lidar com um vírus, em uma forma ainda não conhecida pela população, o Covid-19. Em poucos meses, a doença se alastrou pelo mundo, abrindo caminhos para as temidas fake news, as quais geraram uma histeria popular, de modo a fazer com que, o globo enfrente duas pandemias de uma vez.

Nesta última terça-feira (24), o presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, se pronunciou sobre a epidemia a qual seu país enfrenta, classificando-a como uma “gripezinha”. Sendo classificado pelo site americano BBC News, como um dos líderes mundiais da fake news em tempos de coronavírus, artigo que sujou a imagem do presidente e a de seu país perante os demais. Esta foi uma atitude desesperada de contenção da histeria, devido aos problemas sociais econômicos sofridos.

No último dia (27), a revista Exame Abril reuniu em uma única reportagem, os mitos mais comuns da pandemia, dentre eles, problematiza os plásticos-bolha, pois estes são fabricados na China, país de origem da doença. A discrepância da notícia, relaciona-se ao tempo de sobrevivência do vírus, pois, fora de uma célula hospedeira, o mesmo sobrevive até 72 horas, dependendo da superfície. Informação que desesperou os consumidores de produtos chineses.

Constata-se que, é essencial que haja uma verificação das notícias repassadas. Portanto, é de suma importância que o Ministério da Saúde crie um bate-papo entre profissionais da saúde e a população, através da internet e telefone, para que assim, a população possa tirar suas frequentes dúvidas e não se apavorem perante notícias falsas.