Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 05/04/2020

Na Idade Média, a humanidade enfrentou epidemias como a Peste Negra e Bubônica. Analogamente, na Idade Contemporânea, epidemias como Chikungunya e COVID-19 marcaram a história. No entanto, na Idade Contemporânea, a histeria coletiva mostrou-se mais prejudicial do que as próprias doenças. Em virtude da sensacionalização das notícias pelos veículos midiáticos, tal comportamento popular contribui para o aumento no índice de desemprego no país. Logo, torna-se necessária a discussão das causas e consequências da problemática.

“Todo ser humano, por natureza, deseja saber.” Essa máxima de Aristóteles se prova verdadeira, visto que, durante os períodos de surto de doenças, a população consome cada vez mais notícias e atualizações sobre o cenário em que se encontram, prova disso é que segundo o site F5, após a crise do COVID-19, a Globonews assumiu a liderança em audiência no Brasil. No entanto, veículos midiáticos, em busca de audiência, utilizam da necessidade de informação dos telespectadores para publicar matérias de cunho sensacionalista, causando a histeria popular.

Outrossim, a exaltação da sociedade durante as crises eleva o índice de desemprego. Haja vista que o medo exacerbado nutrido pela população faz os fluxos econômicos diminuírem drasticamente, diversas microempresas são obrigadas a fechar, visto que, essas dependem do fluxo de caixa diário. Como resultado, atrelado ao fato de que, segundo o jornal “O Estadão”, as microempresas são responsáveis por 75% dos empregos no país, milhares de pessoas ficam desempregadas.

Por conseguinte, medidas são essenciais para atenuar os impasses supracitados. Durante as epidemias, o Ministério da Saúde deve investir, por meio de subsídios tributários, em espaço na televisão aberta para informar a população, diminuindo o pânico popular. Ademais, o Ministério da Educação deve incentivar o país, por intermédio das mídias sociais, a dar preferência às microempresas no momento de consumir, atenuando o impacto econômico e, consequentemente, o desemprego.