Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 03/04/2020
A epidemia se constitui de uma doença de caráter transitório que ataca simultaneamente grande numero de pessoas em uma determinada localidade. Posto que, doenças contagiosas são assustadoras porque são imprevisíveis e a incerteza diante desse mal pode causar medo, e a mídia é o que mais propaga esse medo na cobertura de eventos relacionados a epidemias.
Ademais, um estudo da revista times descobriu que no 1º mês da recente epidemia de coronavírus, havia 23 vezes mais artigos impresso em comparação ao mesmo período da epidemia do ebola em 2018, utilizando ainda termos como “vírus assassino”, tentando apresentar o novo vírus com o mais mortal que já existiu. Não apenas, o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fio Cruz) Luiz Castiel, criticou em um seminário sobre saúde publica, a forma alarmista como a epidemia é noticiada pela mídia, causando mal-estar e sofrimento na população, e os avanços nas pesquisas do remédio que contem a cura são pouco divulgados.
Portanto, a histeria e desespero da população poderia ser amenizado se a mídia jornalística buscasse não apenas alarmar a população diante do perigo de um vírus, que existe e deve ser cuidado, mas também noticiar os casos que obtiveram cura e enfatizar o melhor método de prevenção para que a epidemia não avance, utilizando parcerias com o governo em programas com foco na informação que traga tranquilidade ao telespectador.