Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 05/04/2020

Impactos negativos provindos da histeria coletiva

Desde os séculos passados, a humanidade sofre, em alguns momentos, surtos epidêmicos, ou seja, a rápida disseminação de uma doença em uma determinada região. Nesse contexto, percebe-se que as epidemias, além de adoecer indivíduos em massa, pode gerar uma histeria coletiva e causar impactos negativos na população.

Durante um período de epidemia, como a do Coronavírus, os cidadãos têm acesso a milhares de informações, devido ao avanço da tecnologia. Tal fator, pode ser o estopim para o surgimento de transtornos psicológicos nos seres humanos, tais como ansiedade e síndrome do pânico. Essas doenças, segundo psiquiatras da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), são capazes de desenvolver os sintomas da epidemia que circula entre as pessoas, levando-as a procurar ajuda médica, mesmo que não estejam inclusas no grupo de epidêmicos.

A grande demanda pela assistência clínica, vinda de pessoas doentes e saudáveis, porém, contaminadas pela histeria, causa uma superlotação nas áreas de atendimento médico. De acordo com o site de pesquisas G1, ao decorrer do surto de COVID-19, o excesso de pacientes nos hospitais provocou a falta de leitos, medicamentos e materiais de higiene para atender a todos. Isso agravou ainda mais o pânico social, pois as pessoas perceberam que não possuíam amparo suficiente para manter a situação sob controle.

Em virtude dos aspectos supracitados, fica evidente a necessidade de uma solução para não ocasionar a histeria coletiva. Portanto, é necessário que os governantes estejam sempre prontos para enfrentar uma epidemia, transmitindo informações para os cidadãos, por meio da mídia, de forma moderada. Além disso, o Estado deve ampliar os recursos na área da saúde, caso haja um excesso de pacientes nos hospitais. Dessa forma, a sociedade sofrerá menos com os impactos negativos causados pelo pânico geral.