Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 05/04/2020
COVID- 19, o novo inimigo da década.
Pandemias são decorrentes da história, a humanidade já enfrentou varias delas, tais como a “peste negra” que assolou a Europa no século 14 e era extremamente mortal. Entretanto, a diferença de tantas outras doenças que se espalharam pelo mundo para o novo corona vírus é simples: a internet. Com o avanço das redes sociais, o acesso à informações cresceu demasiadamente. Em contraponto, o excesso de desinformações contribui para tal histerismo no hodierno mundial.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a falta de medidas governamentais para conter esta “infodemia” -uma epidemia de informações falsas e tendenciosas por redes de comunicação como tweeter e facebook- o que ocasiona uma histeria coletiva. Por conseguinte, ocorre um fenômeno chamado “efeito manada” onde um grupo de indivíduos reage de forma semelhante, mesmo que de forma irracional. Fato que é comprovado em diversas notícias onde se vê a falta do estoque (álcool em gel e papel higiênico por exemplo) em mercados, com uma elite comprando grandes quantidades e desfavorecendo o próximo.
Eventualmente, pessoas com renda menor, ficaram propensas à patologia. A falta de empatia do homem causa sua própria ruína, como é visto no conto ‘A máscara da morte rubra’ de Edgar Allan Poe, onde um príncipe se isola se seu reino em colapso com amigos e decide dar uma festa, no fim dela todos são mortos pela epidemia chamada “morte rubra”. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, negligenciado no Brasil.
Em síntese, é imprescindível a atuação do Governo Federal para aprimorar as leis, para conter a demasiada informação, e que proíbam o preço exorbitante de produtos em alta demanda, como álcool em gel. Ademais, é dever das empresas criarem um limite de item por cliente, assim controlando a falta de estoque e dando chance de compra a todos. Assim, acaba-se a infodemia, e não se tem um fim como o conto de Poe.