Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 04/04/2020

Promulgada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem estar social. Todavia, fatores naturais e antrópicos, por vezes, impedem o exercício pleno das prerrogativas tuteladas e acarretam danos à qualidade de vida, como no caso das evoluções epidêmicas e pandêmicas. Diante disso, evidencia-se a necessidade de intervenção estratégica por parte das autoridades competentes, aliadas com o apoio popular, com vistas a contornar o referido panorama.

Sabe-se que o desenvolvimento adequado do segundo setor da sociedade é essencial para o progresso de uma Nação. Conquanto, perante situações de calamidade, os investimentos na economia devem ser harmonizados com a busca pela homeostase social. Atualmente, o caso do novo Coronavírus (COVID-19) tem mostrado que a realidade não é bem essa e, em simultaneidade à rápida disseminação do patógeno, os mais eminentes mercados mundiais têm sofrido contundentes impactos. No Brasil, o IBOVESPA, índice que avalia o desempenho do mercado mobiliário, recuou mais de quarenta mil pontos em março, fator que deve receber especial atenção do Ministério da Economia.

Sob outra perspectiva, o risco biológico advindo da crise não deve ser menosprezado. Conforme pesquisa da universidade norte americana John Hopkins, há mais de um milhão de casos de COVID confirmados em âmbito mundial e, por ainda possuir potencial de crescimento, a situação galgou posição de destaque entre as mazelas que já assolaram o planeta. Destarte, mostra-se imperiosa a ação das autoridades sanitárias e o respeito irrestrito da população às recomendações preventivas no que tange o lide em tela.

Portanto, depreende-se que a cooperação entre Estado e cidadãos é fundamental para o controle do agente etiológico supracitado. Cabe ao Ministério da Saúde realizar ostensiva campanha de conscientização, em meio televisivo e virtual, acerca dos cuidados a serem tomados para reduzir o poder de contágio da doença. Ademais, é importante que o Ministro da Economia, valha-se de sua equipe subordinada a fim de estudar alternativas viáveis para amenizar os danos à economia, com foco nos setores mais vulneráveis e importantes para o funcionamento da máquina estatal. Por fim, as famílias deverão manter-se informadas sobre a presente conjuntura e agir de forma a proteger o patrimônio particular e evitar o avanço da moléstia. Assim, as chances de controle do vírus aumentarão substancialmente, enquanto não se chega a uma solução definitiva.