Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 04/04/2020
O documentário “Orfãos do Ebola” conta os relatos de crianças que perderam seus familiares na crise causada pelo vírus Ebola. Embora não tenha saído da África, epidemias como esta estão presentes no mundo inteiro na forma de outras doenças. Nesse contexto, a problemática toma dimensões drásticas, devido aos efeitos da Globalização, como o contágio acelerado e, consequentemente, a histeria coletiva.
Acima de tudo, a ploriferação alarmante das doenças é agravada em grande escala pelo trânsito intenso de pessoas não só nas grandes metrópoles, mas também entre países. O avanço tecnológico dos meios de transporte, tais como aviões e trens, conecta o globo em sua totalidade e facilita a propagação de vírus e bactérias. Além disso, a mobilidade urbana e a concentração irregular de moradias nas cidades grandes promovem aglomerações populacionais que aumentam exponencialmente a contaminação.
Em virtude disso, a sociedade tende a manifestar uma preocupação em massa e logo, a desinformação. Isto é, o compartilhamento indevido de informações falsas e sem embasamento científico nas redes sociais caracterizam a histeria coletiva. Tal fenômeno desencadeia uma série de medidas políticas e sociais tomadas com urgência e que muitas vezes demonstram ser ineficazes.
Portanto, no Brasil, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério Público devem criar protocolos de preparação para cenários de epidemia, através da distribuição de produtos de higiene e de medidas para a prevenção de aglomerações, como a suspensão das atividades comerciais. Ademais, o Estado deve minimizar o compartilhamento de “fake news” por meio da fiscalização constante nas redes socias. Se essas medidas forem tomadas, com a finalidade de uma melhor abordagem social e política em casos epidêmicos, será possível superar essas crises sem a morte precipitada dos pais de uma criança.