Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 05/04/2020
O ser humano já passou por inúmeras epidemias, bem como pandemias causadas por bactérias, vírus e outros microorganismos ao longo de sua história. Entre as mais recentes pode-se citar a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em 2003, a pandemia de gripe A de 2009 e a atual pandemia do novo coronavírus. A histeria coletiva em torno dessas epidemias é causada pela mídia.
Sabe-se que hoje enfrenta-se a pandemia do novo coronavírus e a mídia não fala em outra coisa, senão nos novos casos e diagnósticos dessa doença. “Um exemplo disso está na reportagem do jornal mais popular do Canadá, o Globe and Mail: “O COVID-19 se espalha com tanta rapidez que um pesquisador de Harvard alertou que entre 40% e 70% da população mundial de adultos serão infectados”. Mas o que essa reportagem não disse é que a infecção, para quase todos, não significa nada parecido com uma ameaça de morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a taxa de mortalidade do novo coronavírus (Covid-19) é de 3,7%. A cobertura exclusiva do novo coronavírus pela imprensa gera uma preocupação excessiva por parte da população, o que ocasiona histeria coletiva.
Do ponto de vista de saúde pública, as medidas drásticas que vêm sendo tomadas por governos (quarentenas, cancelamento de eventos e aglomerações, fechamento de escolas, planos de contingência) fazem todo sentido. São medidas necessárias, uma vez que visam diminuir a velocidade com que a epidemia se espalha, de modo que os serviços de saúde consigam absorver a demanda. Já do ponto de vista de saúde individual, isto é, pensando no risco que a infecção pelo vírus representa a cada um, pode-se dizer que este é mínimo. Segundo levantamento do R7, portal de internet pertencente ao Grupo Record, com base nos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de letalidade da covid-19 no Brasil é de 2,92%. Isso deve ser reforçado pela mídia em suas reportagens, evitando ansiedade e medo descomedidos por parte da sociedade em geral.
Portanto, a mídia deve reforçar em suas coberturas que o índice de mortalidade do novo coronavírus é baixo, bem como deve falar sobre outros assuntos, de modo que não assuste a população, a fim de evitar medo, ansiedade e preocupação desproporcionais nas pessoas.