Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 06/04/2020

Após a emissão de um alerta feito pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em Dezembro de 2019 sobre um novo vírus que teve inicio de sua propagação na China, ocasionou um grande pânico em grande parte do mundo, e em janeiro de 2020 descobriram que esse surto se tratava do Covid-19, vírus esse que vem se espalhando em uma velocidade assustadora e se tornou uma pandemia, tendo chegado em vários países ocasionando muitos óbitos. Até que no final de fevereiro esse vírus chegou ao Brasil, causando além do medo uma histeria coletiva.

A primeira ocorrência que testou positivo ocorreu no estado de São Paulo, o homem trouxe o vírus da Itália, Muitos países incluindo o Brasil, projetaram um isolamento social, visto que já são mais de onze mil casos registrados até o domingo (05) e quatrocentas e trinta e oito mortes, analisando uma situação dessa é compreensível o sentimento de “panico" de muitos, mas será que não há uma precipitação grande das pessoas em relação a tudo isso?

Após o anúncio da chegada dessa doença a procura por álcool em gel, máscaras, luvas e até mesmo papel-higiênico, produto que não interfere na prevenção da doença, cresceram de maneira elevada, e em pouco tempo os mercados e farmácias ficaram de prateleiras vazias, alguns estabelecimentos descumpriram o artigo 39 do CDC (código do consumidor), que proíbe o fornecedor a elevar o preço do produto sem justa causa, além de muitas pessoas estarem comprando mais que o necessário o que se torna um problema, visto que dessa forma muitas pessoas ficam impossibilitadas de fazer a utilização dos produtos.  Em meio a esse caos não se pode esquecer de atender as recomendações médicas e tomar os cuidados basicos.

Para parar essa doença é preciso manter a cabeça no lugar e é necessário que a sociedade estabeleça atitudes de solidariedade e empatia, sem pânico e histeria, já que o Covid-19 afeta a todos independente de classe social, idade e etnia. Como forma de complemento, o estado deve ser exemplo, procurando conscientizar a população sobre as medidas de prevenção para que os impactos sejam minimizados e adotar atitudes para com aqueles que vivem em situações precárias e não possuem saneamento básico, já que a doença é prevenida através principalmente da higiene. Deve-se encarar essa doença com seriedade e sem medo, só resta a todos esperar.