Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 07/04/2020
Segundo o educador Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Essa frase emblemática se evidencia em cenários de emergência, como as epidemias ou pandemias, visto a atual Covid-19. Com isso, cabe discutir como o comportamento do Governo e da sociedade corroboram o pânico e a insegurança em meio aos cidadãos.
Em princípio, vale compreender a negligência estatal em cumprir com a Constituição Federal como fator preponderante da histeria coletiva. Em seu artigo 6º, a carta constitucional garante como direito social à saúde. No caso do coronavírus, diversas nações adotaram as recomendações da OMS, prezando pelas vidas ao invés de caixas cheias. Porém, no Brasil, o que deveria ser uma garantia é substituído pelos desejos da elite brasileira, a qual o Estado é refém dos seus interesses. Por conseguinte, o brasileiro sofre as consequências: o desamparo e de desespero.
Além disso, a circulação de notícias falsas no meio da população é um catalisador da histeria coletiva. No filme “Bird Box”, os personagens entram em desespero ao se deparar com certas entidades. De maneira análoga, o brasileiro ao fazer circular as “fake news”, faz com que a sociedade tome uma série de ações precipitadas e desordenadas. Essas medidas, no caso de uma epidemia, podem não ser só nocivas a saúde física mas também mental dos cidadãos, que acabam sem saber os procedimentos adequados para que possam retomar à normalidade o mais rapidamente.
Assim, faz-se necessário que se tome medidas efetivas para abrandar o quadro de histeria coletiva no Brasil. Cabe às diferentes esferas do Poder Executivo, alinhar suas estratégias para enfrentar essas crises de maneira mais efetiva. As medidas adotas pelo Governo devem estar em conforme com as recomendações da OMS de modo a maximizar os resultados no combates às epidemias. Desse modo, se utilizando da ciência e não de opiniões de alguns será possível realizar o ideal de Paulo Freire e amenizar a histeria em meia a população.