Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 07/04/2020

Após a Primeira Guerra Mundial em 1917 a Europa, então devastada, foi o epicentro do surto de Gripe Espanhola, responsável entre 17 e 50 milhões de mortes. Devido ao desconhecimento sobre a causa e sobre possíveis antídotos a população mundial ficou em pânico. Em 2020, graças ao COVID-19 estamos em uma situação parecida, porém, desta vez o impacto na economia — e por consequência na sociedade — é muito maior que há 100 anos. Sendo assim, apesar de ser um problema real e muito grave, o maior dano de pandemias contemporâneas acontecerá pela histeria coletiva.

É preciso entender, primeiramente, que o coronavírus preocupa todo o mundo com certa razão. Em poucos meses, deixou de estar em apenas uma província chinesa, para mostrar-se presente em mais de 100 países, assim, esta alta taxa de proliferação afeta o medo de ser inevitável não se contagiar, fazendo com que as pessoas percam a noção de proporção e de danos do vírus, levando-as a uma preocupação generalizada. Essa mostra-se mais evidente ao perceber que várias famílias estão comprando desesperadamente em massa e sem necessitar, o problema é ainda mais grave quando esses produtos são os mesmos que estão em falta para profissionais de saúde.

Além disso, torna-se evidente o impacto econômico da crise, já que, influenciados pela população em geral, investidores estão se prevenindo e retirando seu dinheiro de bolsas de valores, assim afetando diretamente o mercado global. Aliado com a paralisação de empresas em todo o mundo, a crise está em um nível nunca visto antes, e sua consequência será o desemprego e vários problemas a partir dele.

Portanto, para que a “crise do coronavírus” seja a menor possível, necessita-se de uma ação sobretudo da mídia como canais de televisão e internet, reafirmando atrás de vídeos e palestras a importância da calma em uma situação pandêmica, para que no fim a sociedade tenha resolvido um problema e não criado vários.