Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 24/07/2020
Durante a Idade Média, a peste negra foi uma doença seriamente contagiosa e letal que matou cerca de um terço da população das regiões da Europa e Ásia. Na época, pouco se sabia sobre transmissão e cuidados com enfermidades, de modo que os infectados ficavam a mercê da própria sorte. Recentemente, o mundo enfrenta uma nova pandemia a COVID-19. Essa doença foi detectada primeiramente na China, espalhou-se pelo mundo e assola, atualmente, o Brasil, onde a irresponsabilidade da população e a negligência do governo ameaçam a saúde geral.
Primeiramente, é importante ressaltar que a população não tem tomado medidas adequadas de contenção da epidemia, de modo que faz se necessário elaborar novas regras de convívio social. Na perspectiva sociológica de Émile Durkheim, podemos considerar que o avanço do coronavírus é uma anomia, porquanto contribui para a desintegração social e os mais diversos conflitos: crise econômica, desemprego, inflação, instinto de conservação da vida. Contudo, se o processo de combate aos vírus é coletivo, a sociedade precisa estabelecer atitudes de solidariedade, por se tratar de uma doença que afeta a todos, independentemente de classe social.
Além disso, o governo também tem sido muito irresponsável no enfrentamento do COVID-19. Apesar de diversos médicos e cientistas terem sido claros nas orientações para reduzir atividades coletivas, o próprio presidente do país minimizou os riscos da crise e chegou, até mesmo, a incentivar e participar de uma manifestação. Assim surge uma situação em que há fragilidade institucional e afrouxamento das normas.
Portanto, medidas urgentes devem ser tomadas para que tanto a população, quanto o poder público assumam suas responsabilidades diante da crise que o Brasil enfrenta. Para isso, a mídia, principal difusor de informações no país, deve cumprir seu papel educativo e orientar as pessoas com relação à prevenção da doença, especialmente com relação a evitar aglomerações, por meio de entrevistas com profissionais da saúde e reportagens, a fim de minimizar a expansão da pandemia.