Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 01/08/2020
A sociedade passa por um dos momentos mais dramáticos das últimas décadas: a presente pandemia da COVID-19. O presidente da república diz que o que está havendo é uma histeria, da imprensa, da mídia e da sociedade. Entretanto, é impossível ignorar o escomunal número de mortes causadas pelo novo coronavírus, que ultrapassa os 50 mil. Desse modo, será mesmo apenas uma histeria coletiva?
Quando se fala de histeria coletiva é descrito como um distúrbio psicológico que afeta um grupo de pessoas, fazendo-as adotar um tipo de comportamento estranho ou até mesmo adoecer. A situação enunciada não pode ser comparada à pandemia. Sendo assim é errôneo usar o termo para referir-se à circunstância.
Para o psicólogo professor de King’s College de Londres, Simon Wessely, é preciso saber diferenciar histeria coletiva de pânico moral, sendo a última expressão uma condição equivalente à da atualidade, um fenômeno em que uma grande massa está angustiada diante de uma ameaça- que pode ou não ser exagerada.
À vista disso, é de suma importância a mídia e o governo esclarecer o papel e a responsabilidade dos cidadãos em meio a esse caos, assegurando-os de seus direitos e deveres.