Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 30/07/2020

No ano de 1518, uma curiosa epidemia da dança se alastrou por Estrasburgo, causando aqueles que teoricamente teriam contraído, dançarem até a exaustão e consequentemente, a óbito. Epidemias na atualidade tem o potencial de se tornarem ainda mais catastróficas do que as passadas, já que, agora além dos danos físicos, é de suma importância lidar com os danos psicológicos. A mídia é uma plataforma que inegavelmente vem conquistando uma notável importância na sociedade, comumente utilizando do sensacionalismo para influenciar ou manipular seus consumidores.

Em primeiro lugar, é necessário o reconhecimento das inúmeras conquistas que a sociedade veio acumulando com o decorrer dos anos, sendo algumas dessas científicas, tecnológicas e sociais. Acerca disso, é pertinente recorrer a epidemias e pandemias, ocorridas anteriormente na história. Devido à falta de recursos e conhecimento factuais presentes na antiguidade, o índice de mortalidade a algum tipo de vírus desconhecido obviamente seria maior do que na idade contemporânea.

Com a evolução acadêmica, a imunidade humana se tornou mais resistente, porém em contrapartida estigmas que antes eram negligenciados começaram adquirir a devida atenção, como a saúde psicológica da população.

Ademais, esse desenvolvimento trouxe para a humanidade outras formas de perpetuação midiática, além da possibilidade de conexão global, sendo essa a internet. Tendo isso em consideração, a utilização inadequada das plataformas, além da constante disseminação de informações falsas se tornou frequente. Essa manipulação de informações pode ser seriamente danosa a saúde das pessoas, está tanto mental quanto física, podendo gerar uma preocupação exagerada ou o seu antagonista, a total despreocupação. A carência da saúde mental pode desencadear uma série de perturbações, sendo essas até o desenvolvimento de falsos sintomas, que poderia levar a histeria coletiva.

Desta forma, torna-se evidente a necessidade da conscientização da população sobre os impactos que falsas informações podem causar. E cabe ao governo patrocinar o desenvolvimento de uma cultura mais rígida a respeito da verificação de fontes e comprovação de supostos estudos compartilhados, começando com o ensinamento desde o fundamental nas escolas, para as próximas gerações.