Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 12/08/2020
Histeria coletiva é um fenômeno sociopsicológico onde uma pessoa passa a sentir sintomas sem manifestações físicas no corpo e desenvolve um distúrbio psicológico em massa num mesmo período. Já a epidemia, é um caso medicinal, onde uma doença ataca simultaneamente um grande número de pessoas. Apesar dessas doenças terem significados diferentes, onde um é um fenômeno psicológico e outro um fenômeno físico, elas podem ser facilmente relacionadas uma com a outra. Tudo depende da forma como se é noticiada as informações pela mídia sobre uma doença contagiosa.
Em 2020, grande parte da imprensa mundial têm comunicado sobre o vírus COVID-19, que surgiu na cidade Wuhan, na China, como uma epidemia e logo se espalhou pelo resto do mundo, inclusive no Brasil. Acontece que, todas essas informações dirigidas ao público a todo momento, causam fortes efeitos na população. Um dos efeitos é o enorme amedrontamento para os telespectadores, para que temam a nova doença, que até então está sem solução (além do distanciamento social e higiene mais cuidadosa). Esse amedrontamento causa uma preocupação excessiva, podendo trazer o agravamento de stress e até mesmo o aumento no número de suicídios, que cresceram em 32% durante a quarentena.
O dever dos meios de comunicação durante um período de grave condição de saúde no mundo inteiro, é de informar e evitar que o vírus se espalhe, mas de uma forma prudente e não alarmante. Evitando também a comparação da situação entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos com o enfrentamento da doença, que tem situações econômicas completamente diferentes e não podem seguir os mesmos passos para evitar o contágio, sendo obrigados a se arriscar para pôr a comida na mesa. Além disso, é fato de que a mídia se aproveita para favorecer o lucro de empresas que podem se beneficiar com a quarentena, como serviços remotos e entregas, colocando em risco a vida dos próprios funcionários, sendo hipócritas e controversos com o seu discurso.
Sendo a mídia o principal meio de informação atual, é de responsabilidade dela impedir que algo tão grave como uma pandemia, se transforme em uma histeria coletiva. Os meios de comunicação devem ser coerentes com a situação econômica da região, tendo em vista que boa parte da população, principalmente a brasileira, não tem saneamento básico para se cuidar como deveriam e carecem de informações que os auxilie a se prevenir da melhor forma possível. Devem também levar em consideração outras demais doenças que necessitam de atenção (psicológicas ou físicas) e anunciar novas descobertas científicas sobre a doença com detalhes, pois com informações concretas e que atendem a todos os públicos, as chances de sairmos dessa situação saudáveis é bem maior.