Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 14/08/2020
De acordo com o dicionário a palavra “Epidemia” tem como significado o aumento fora do comum de pessoas contaminadas por algum tipo de enfermidades. Já histeria coletiva tem como significado a manifestação de sintomas parecidos ou iguais em mais de uma pessoa. Quando juntamos esses dois termos em uma frase só conseguimos ter uma noção do que se trata. As pessoas ficariam surpresas com o poder que a mente tem sobre o corpo humano.
A epidemia do riso que ocorreu na Tanzânia em 1962 é uma das provas de que não se sabe qual é o tamanho do poder da mente humana. Após ouvirem uma piada os alunos começaram a ter uma crise de riso, ao chegarem em casa contaminaram os pais com as risadas, que logo contaminaram outros moradores em várias regiões da Tanzânia. A epidemia durou por 18 meses. O riso pode parecer algo inofensivo, porém, uma crise de riso sem fim pode causar dores, desmaios, problemas respiratórios e etc.
A partir disso, podemos ver o grande problema das histerias, a falta de informação e a própria mente. Quando é detectado um grande número de pessoas com sintomas parecidos, a primeira coisa que é feita é a divulgação dos sintomas e os cuidados que devem ser tomados. O que acontece é que muitas vezes as pessoas acham que qualquer sintoma simples pode ser um sinal de que ela esteja doente. A mente humana tem algumas peculiaridades, como quando ficamos sabendo de alguma nova doença, muitas pessoas ao ouvirem sobre isso, começam a apresentar seus sintomas, sem um motivo, sem motivo aparente.
Ao divulgar sobre uma nova doença e seus sintomas, algo que a mídia deve deixar claro é que não se deve se autodiagnosticar sabendo apenas os sintomas, para isso é preciso ser feito exames com pessoas preparadas para isso. E claro, é preciso aumentar a distribuição de informações, para que não aja umas lotações de hospitais e esgotamento de EPIS sem necessidade. E com isso, acabando com uma futura histeria coletiva.