Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 10/04/2020

Em 430-427 a.C ocorreu em Atenas um surto epidêmico que se disseminou por toda a cidade chamado de “Peste de Atenas”. Atualmente, apesar de nos encontramos no início da 3º revolução industrial, epidemais continuam acontecendo e como consequência dos avanços tecnológicos os desafios aumentaram. Além da doença, é necessário conter também a histeria coletiva causada, principalmente, pelo excesso de informações e a cultura do imediatismo.

Na China, em dezembro de 2019, surgiu o novo coronavírus, Covid -2019, que em 3 meses se alastrou por todo o globo, e como consequência, as mídias sociais foram demasiadas de informações e “fake news”, notícias falsas, que começaram a circular pela internet e a histeria coletiva agravou-se, pois como o sociólogo Zygmunt Bauman salientou “não há tempo de transformar essas informações variadas em uma visão”. E, como consequência, juntamente a histeria o estresse é instalado e , de acordo, com estudos recentes divulgados pela UOL este é um agravante de epidemias, sendo, necessária sua moderação.

Outro ponto é a atual cultura o: imediatismo. Ao surgir uma epidemia é necessário um tempo para a criação de uma vacina ou remédio, pois isso envolve pesquisas e experimentos, e pode levar até anos para serem concluídos. Contundo, devido a essa cultura, a população não consegue esperar mais do que poucos meses, pois o presente se mostra mais alargado do que realmente é, gerando um caos, e, consequentemente, a histeria.

Conclui-se, portanto, que a histeria coletiva é um dos principais desafios da sociedade quanto a epidemia. Por isso, é necessário que o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Tecnologia crie um aplicativo para a divulgação de notícias relacionados a saúde de forma neutra e “não” massiva, em que todos terão acesso, não necessitando de internet para tal. Assim, “fake news” serão controlas e a histeria coletiva diminuirá.