Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 12/04/2020

Sensacionalismo em meio a crise

AIDS, no século XX. Gripe Suína, em 2009. COVID 19, em 2020. Elas são exemplos de epidemias que, posteriormente, se tornaram pandemias contemporâneas. Dentre os obstáculos enfrentados, destaca-se: o desafio de controlar a histeria coletiva da população em meio ao problema. Como possível causa para tal, fica evidente que o excesso de informações alarmantes e sensacionalistas agravam a situação. Em consonância, o ser humano tende a aceita-las sem o devido questionamento

Em primeira análise, o avanço tecnológico permitiu que o acesso a informação fosse mais democratizado. Contudo, a quantidade se tornou um problema. Como o pensador Vigostyk afirmou: “O homem é fortemente influenciado elo meio no qual está inserido”. Logo, se as notícias lidas abordarem assuntos como mortes e pontos negativos da epidemia, em excesso, trarão um sentimento de insegurança, ansiedade e pânico perante aos acontecimentos.

Aliado a isso, ao fazer uma análise do Mito da Caverna do filósofo Platão, compreende-se que os indivíduos possuem uma tendência natural à evitar o uso do raciocínio lógico em busca da verdade. Ele não questiona a veracidade da informação recebida. Como consequência, acaba se alienando a um conjunto de alardes e especulações em meio a diversidade de conteúdo em redes sociais, jornais e programas de televisão.

Diante dos fatos supracitados, é imprescindível que a mídia redirecione o conteúdo das notícias. Ao invés de abordarem assuntos sensacionalistas e alarmantes, informem o necessário para que a população tenha consciência mas não desenvolva uma série de transtornos mentais. Ademais, os canais de comunicação como Youtube, Facebook e jornais devem produzir vídeos com dicas diárias como brincadeiras para a família, receitas e exercícios a fim de que as pessoas acalmem-se e ocupem suas mentes com atividades relevantes para a saúde física e emocional durante o momento de histeria.