Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 13/04/2020

Em 1938, nos Estados Unidos, houve pânico, motivado pela narração da obra “Guerra dos Mundos” por Orson Welles. Nela era narrada uma invasão de extraterrestres. Fora da ficção, na atualidade, são as pandemias que levam terror ao mundo. No Brasil, a epidemia atual – coronavírus – tem levado a histeria coletiva, que foi especialmente potencializada pelos desencontros de informações entre o Ministro da Saúde e o Presidente da República. Desse modo, cabe análise dos desafios que se impõem.

Em primeiro lugar, o desconforto social no Brasil tem sua origem nas diversas fontes de informações contraditórias. Sobre esse fato, além das desinformações das mídias sociais, há o conflito de orientação entre o Ministério da Saúde e o Presidente da República. Relacionado ao tema, o Portal G1 publicou: “O brasileiro não sabe se escuta o Ministro ou Presidente”. Assim sendo, a visão deste focada na economia, favorável à abertura do comércio; diverge daquele que é fundamentada em evidências cientificas, que impõe o isolamento social. Essa desavença é um desafio a ser superado nesse atrito social.

Em segundo lugar, essa falta de consenso traz efeitos donosos à sociedade. Por conta disso, povo passa adotar posturas antagônicas. Sobre esse tema, no Porta G1, afirmou o Dr. Wladimir Lyra: “caso não se adote o isolamento, poderá acontecer mais de 100 milhões de contaminados, e por falta de leitos hospitalares, pode-se chegar a 2 milhões de mortes”. O desencontro dessa previsão com a do Presidente, só faz aflorar o desespero coletivo.

Infere-se, portanto, que a histeria em torno da epidemia causará mais sofrimento do que o próprio vírus. Logo, é preciso de um único discurso. Para isso, caberá ao Presidente da República com seus ministros ouvir os cientistas e economistas, por meio reuniões, para adotar estratégia e discurso uníssonos. Essas deverão baseá-se nas experiências de outros países. Espera-se com isso redução de vítimas,  equilíbrio na economia e  tranquilidade social.  Assim, serão minimizados os danos da histeria.