Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 13/04/2020

Durante a Idade Média, deu-se na Europa a epidemia de Peste Bulbônica, doença altamente letal que causou a morte cerca de um terço da população à época. De forma análoga, evidencia-se no quadro social brasileiro atual o aumento de pandemias a fazer inúmeras vítimas. Com isso, fatores como educação e não restrição de circulação populacional corroboram para o agravamento dessa problemática.

A princípio, é imprescindível destacar como o fator educacional está correlacionado às altas taxas de incidência dessas doenças. Segundo um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), populações de origem carente possuem dificuldade no acesso à educação de qualidade e, por conseguinte, desconhecem as formas de prevenção e contágio de inúmeras doenças. Ao trazer para o cenário brasileiro, percebe-se nas comunidades carentes um aumento exponencial nos casos de epidemias, o que é lastimável, haja vista que em decorrência das novas multiplicidades e informações, se essas fossem partilhadas de forma igualitária, poder-se-ia analisar o afunilamento das curvas de contágio.

Outrossim, é mister ressaltar a necessidade do controle de circulação social. Quanto a isso, é válido destacar o caso atual de Covid 19, em que a China, já nos primeiros dias da pandemia, declarou estado de “Lockdown” em todo o país, o que, por sua vez, influenciou posteriormente nos baixos índices de mortes por essa infecção. Tal ação é de extrema importância, pois reduz o ciclo de contágio dessas doenças, evitando que muitas pessoas sejam contaminadas.

Diante do problema abordado, urge, portanto, que o Ministério da Saúde, em parceria ao Ministério da Educação, por meio de palestras nas instituições de ensino e nos Centros de Referência a Assistência Social (CRAS), crie projetos de saúde comunitária com o intuito de levar conhecimento a populações de baixa renda. Tais eventos serão realizados por profissionais da área da saúde que, semanalmente, trarão possíveis formas de tratamento e anti contágio de doenças comuns ao cotidiano brasileiro baseado na distribuição regional dos cidadãos. Espera-se, assim, que haja a mitigação e controle dos casos dessas doenças.