Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 13/04/2020
Do século XX ao XXI a humanidade já enfrentou diversos vírus, desde a gripe espanhola até o recente Covid-19. Ambos representaram e representam perigo ao globo, sendo altamente infecciosos e tendo uma taxa de mortalidade considerável, e com isso em mente, ambos causaram histeria coletiva em determinada época respectiva, entretanto não se deve levar esse sentimento a nenhum extremo, pois a histeria coletiva, ou o total descaso são tóxicos a sociedade.
Não se pode destratar do risco que esses vírus trazem, a relativização dessas doenças é marcada pela ambiguidade e descaso dos governos e da população, e dependendo do contágio da doença isso resulta em um país com um surto totalmente repentino e com a curva de propagação totalmente acentuada, logo sendo muito melhor ter um forte sistema de prevenção, do que um surto totalmente infeccioso no qual a resposta seria muito retardada e no momento dela, o estrago já seria enorme, por conta da extrema demanda repentina por hospitais, leitos e itens higiênicos, assim as instituições não conseguindo garantir acesso a todas necessidades.
Entretanto a histeria também tem seus problemas, a toxicidade que uma histeria representa pode ser vista quando o Brasil, com a já decretação de uma quarentena no horizonte por conta do Covid-19, parte de sua população entrou em pânico e o resultado pode ser observado o aumento dos preços de produtos de limpeza e de higiene foi notório, assim como foi visto a falta de produtos alimentícios nas estantes dos mercados, e enquanto um seleto grupo, apesar dos preços e da falta, conseguiu comprar grande parte do estoque desses produtos, a classe social mais desfavorecida economicamente deteve a pouca parcela destes itens, isso resultando em um desequilíbrio higiênico em determinadas regiões, ficando mais propenso, dessas regiões, serem os focos dos surtos.
Tendo em base esses dois extremos, o governo deve já no início desses inevitáveis outros, direcionar os supermercados a terem um sistema limitante de compras por produto para a população, e de forma gratuita, distribuir itens essenciais as camadas mais pobres, assim o dever de produtos essenciais não ficando concentrado apenas em uma parcela da sociedade, além disso, os atos básicos de situações desse tipo, como determinação de uma quarentena, fechamento dos portos, aeroportos e fronteiras, aberturas de novos leitos hospitalares e etc. devem ser realizados pelo governo o quanto antes para que, pois quando inevitavelmente o vírus chegar e se intensificar no país, a população e as instituições já estarão preparadas para o mesmo, fazendo um controle muito maior da situação.